Renato Manfredini Júnior (Rio de Janeiro, 27 de março de 1960 — Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1996), mais conhecido como Renato Russo foi um cantor e compositor brasileiro e talvez o maior idolo do rock brasileiro na década de 80 e 90.

Russo é considerado um dos mais importantes compositores do rock brasileiro.[1]A relação chegava a ser algo messiânico pois os fãs o consideravam como um Deus devido as duas letras crítica e cheias de poesia brilhante, muito influenciada por compositores como Morrissey e Ian Curtis e também por sua voz forte que se encaixava perfeitamente nas músicas, tornando as apresentações ao vivo como os fãs declavaram: “de arrepiar a alma”. Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico[2] Renato herdou desta banda uma forte influência punk que influenciou toda a sua carreira. Nessa mesma época, aos 18 anos, assumiu para sua mãe que era bissexual, em 1988, assumiu publicamente.[1] (1978), a qual durou quatro anos, e terminou devido às constantes brigas que havia entre ele e o baterista Fê Lemos.

Em 1982, integrou a banda Legião Urbana. Nesta nova banda desenvolveu um estilo mais próximo ao pop e ao rock do que ao punk. Russo permaneceu na Legião Urbana até sua morte, em 11 de outubro de 1996.

Russo também é conhecido por ser polêmico principalmente quando o assunto é política,

Gravou ainda três discos solo e cantou ao lado de Herbert Vianna, Adriana Calcanhoto, Cássia Eller, Paulo Ricardo, Erasmo Carlos, Leila Pinheiro, Biquini Cavadão e 14 Bis.


BIOGRAFIA – Infância

Renato Russo e sua irmã Carmem

Renato segurando a placa da escola, durante a temporada nos Estados Unidos

Até os seis anos de idade, Renato sempre viveu no Rio de Janeiro junto com sua família. Começou a estudar cedo no Colégio Olavo Bilac, na Ilha do Governador. Nessa época teria escrito uma bela redação chamada “Casa velha, em ruínas…”, que inclusive está disponível na íntegra. Em 1967, mudou-se com sua família para Nova Iorque pois seu pai, funcionário do Banco do Brasil, fora transferido para agência do banco em Nova York, mais especificamente para Forest Hills, no distrito do Queens, onde foi introduzido à língua e cultura norte-americanas. Aos nove anos, em 1969, Renato e sua família voltam para o Brasil, indo morar na casa de seu tio Sávio numa casa na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.

Adolescência

Um registro da adolescência
Outro momento de Renato Russo na adolescência

Em 1973 a família trocou o Rio de Janeiro por Brasília, passando a morar na Asa Sul. Em 1975, aos quinze anos, Renato começou a atravessar uma das fases mais difíceis e curiosas de sua vida quando fora diagnosticado como portador da epifisiólise, uma doença óssea. Ao saber do resultado, os médicos submeteram-no a uma cirurgia para implantação de três pinos de platina na bacia. Renato sofreu duramente a enfermidade, tendo que ficar seis meses na cama, quase sem movimentos. Durante o período de tratamento Renato teria se dedicado quase que integralmente a ouvir música, iniciando sua extensa coleção de discos dos mais variados estilos. Em entrevista, Renato teria alegado que este período fora determinante na formação de sua musicalidade, pois ele leu muito e teve muitas aulas de violão, nessa época Renato passou a gostar de bandas como The Smiths, Joy Division, The Cure, The Beatles, Rolling Stones, Ramones, Sex Pistols, The Clash, [[Buzzcocks e etc.

Carreira

Terceiro show do Aborto Elétrico

Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico, ao lado dos irmãos Felipe Lemos (Fê)Flávio Lemos (baixo elétrico) e do sul-africano André PretoriusAborto Elétrico foi a semente que deu origem à Legião Urbana e ao Capital Inicial (formado por Fê e Flávio, junto ao guitarrista Loro Jones e ao vocalista Dinho Ouro-Preto). (bateria) e (guitarra). O grupo durou quatro anos, de 1978 a 1982, terminando por brigas entre Fê e Renato. O

Legião Urbana

A famosa e inesquecível formação
A nova formação de 1984, com o baixista Renato Rocha

A banda novamente sem Renato Rocha e ...
num registro da década de 90

Após o fim do Aborto Elétrico, Renato começa a compor e se apresentar sozinho, tornando-se o Trovador Solitário. A fase solo durou poucos meses, até que o cantor se juntou a Marcelo Bonfá (baterista do grupo Dado e o Reino Animal), Eduardo Paraná (guitarrista, conhecido como Kadu Lambach) e Paulo Guimarães (tecladista, conhecido como Paulo Paulista), formando a Legião Urbana, tendo Renato como vocalista e baixista. A Legião Urbana surgiu em 1982 em Brasília. O momento era de efervescência social e política no Brasil. Os últimos suspiros de uma ditadura militar de duas décadas e os primeiros ventos da redemocratização alimentaram novos movimentos artísticos na música, cinema, teatro, artes plásticas e literatura, entre outras áreas. Na canção jovem, isso provocou o surgimento de grupos e artistas influenciados pelo pop-rock que se fazia no Reino Unido e nos Estados Unidos na época. Entre as dezenas de novas bandas que compuseram o rock brasileiro dos anos 80 estava a Legião Urbana.

Após os primeiros shows, Eduardo Paraná e Paulo Paulista saem da Legião. A vaga de guitarrista é assumida por Ico-Ouro Preto, irmão de Dinho Ouro-Preto, que fica até o início de 1983. Seu lugar é assumido definitivamente por Dado Villa-LobosDado e o Reino Animal com Marcelo Bonfá, Dinho Ouro Preto, Loro Jones e o tecladista Pedro Thompson). A entrada de Dado consagrou a formação clássica da banda com Renato Russo nos vocais, Dado Villa-Lobos na guitarra, Marcelo Bonfá na bateria e Renato Rocha (Negrete) no baixo. (que criou a banda

O primeiro álbum “Legião Urbana” foi lançado em janeiro de 1985. Nele estavam presentes grandes sucessos do grupo que se tornariam clássicos do pop brasileiro, como “Geração Coca-Cola”, “Será”, “Teorema” e “Por Enquanto”. A influência do punk e do pós-punk britânicos está muito clara na sonoridade e nas letras deste álbum, que traz um tom de revolta e agressividade, em relação a questões sociais, políticas e comportamentais.

Naquele momento, o Brasil vivia o ocaso do regime militar e estava às vésperas da posse do primeiro Presidente da República civil após quase vinte anos, ainda que eleito indiretamente pelo Congresso Nacional. Era o ano também do primeiro Rock in Rio, festival que trouxe ao país nomes do primeiro time do rock internacional, que se juntaram aos novos nomes do pop-rock nacional para dez dias de megashows em área especialmente construída no bairro de Jacarepaguá (RJ). Até então, os grupos e artistas do pop brasileiro dos anos 80 conquistavam o público em shows feitos em danceterias e espaços alternativos de São Paulo e Rio, como o Radar TanTan, Madame Satã, Circo Voador e o Rose Bom-Bom, entre outros.

No ano seguinte, o álbum “Dois” repete a dose, recheado de canções que além do sucesso imediato também se tornariam clássicos, como “Eduardo e Mônica”, “Tempo Perdido”, “Índios”, “Quase Sem Querer”,”Daniel na Cova dos Leões” e “Música Urbana 2”. O álbum também evidencia a sensibilidade de Renato Russo como letrista para os temas românticos. Além disso, “Eduardo e Mônica” rompe com os paradigmas do pop-rock nacional ao introduzir uma longa narrativa sobre um casal de jovens namorados e ao praticamente não usar refrão. Esse segundo álbum recheado de sucessos confirmou a banda como uma das melhores de sua geração. Uma geração composta por grupos e artistas que mudaram a cara da música jovem no país, como Titãs, Paralamas do Sucesso, Lulu Santos, Ira!, Capital Inicial, Barão Vermelho e Blitz, entre outros.

O terceiro álbum “Que País é Este”, lançado em 1987, e sob pressão da gravadora em função dos sucessos dos anteriores, pode ser considerado uma coletânea, já que a maior parte das canções são regravações de músicas compostas por Russo na época do Aborto Elétrico ou antes do surgimento da Legião. Entre elas, novos sucessos como “Eu Sei”, “Que País é Este”, “Tédio”, “Química” e “Faroeste Caboclo”. As únicas composições inéditas feitas pela banda para o álbum foram “Angra dos Reis” e “Mais do Mesmo”. Neste álbum, a veia de narrativa poética inovadora de Russo volta a aparecer com “Faroeste Caboclo”, que canta a saga de um migrante que foi parar em Brasília, com uma letra carregada de crítica social. A canção, com seus 159 versos que não se repetem, o consagra como um Bob Dylan brasileiro.

Em 1989, após a saída do baixista Renato Rocha, a banda lança seu quarto disco: “As Quatro Estações”. Foi o álbum de maior vendagem da Legião. Canções como “Há Tempos”, “Pais e Filhos”, “Meninos e Meninas”, “Quando o Sol Bater na Janela do Seu Quarto”, “Monte Castelo” e “Feedback Song for a Dying Friend” fizeram com que o disco alcançasse mais de 1,7 milhões de cópias vendidas.

À frente da Legião, que contou com o baixista Renato Rocha entre 1984 e 1989, Renato Russo atingiu o auge de sua carreira como músico, sendo reconhecido como um dos maiores poetas do rock brasileiro, criando uma relação com os fãs que chegava a ser messiânica (alguns adoravam o cantor como se fosse um deus). Os mesmos fãs chegavam a fazer um trocadilho com o nome da banda: Religião Urbana/Legião Urbana. Renato desconsiderava este trocadilho e sempre negou ser messiânico.

Em 1991, quando Renato Russo já sabia que era soropositivo, a banda lança “V”, cujos maiores sucessos são “Teatro dos Vampiros” “Vento no Litoral” e “Metal contra as Nuvens”. No ano seguinte o grupo realiza um show para a série Acústico MTV, que somente seria lançado como CD em 1999. A banda ainda lançaria mais dois álbuns antes da morte de Renato: “Descobrimento do Brasil”, em 1993, e “A Tempestade”, em 1996. Um álbum póstumo, “Uma Outra Estação”, foi lançado em 1997, com as canções gravadas mas não lançadas em “A Tempestade”.

O grupo teve também mais dois discos ao vivo, “Como é que se diz eu te amo”, gravado em 1994 e lançado em 2001, e “As Quatro Estações ao vivo”, gravado em 1990 e lançado em 2004, e mais duas coletâneas “Música para Acampamentos” (1992) e “Mais do Mesmo” (1998).

Morte


No último mês de vida, Russo praticamente não comia. Só bebia água de coco. Saul Bteshe seu médico por oito anos, conta que, nos primeiros meses após descobrir a doença, o artista reagiu com otimismo. “Perto de sua morte, caiu em depressão”, conta o médico, que tratava do cantor antes de ele ser infectado. Quando o cantor foi a seu consultório pela primeira vez, Bteshe desconhecia a Legião. “Ele perguntou se eu não o estava reconhecendo”, lembra Bteshe, que o acompanhou em shows na fase avançada da doença.

Russo soube que tinha Aids depois de ter namorado Robert Scott Hickmon, que o roqueiro conheceu em Nova York, em novembro de 1989. Morador de San Francisco, Scott era gay e tinha um namorado vítima da Aids. Russo e Scott viveram juntos alguns meses no Brasil, antes de o americano voltar para os Estados Unidos, no final de julho de 1990, quando usaram heroína juntos. “Foi fogo. O namorado do Scott estava em estado terminal de Aids e mesmo assim o Renato se envolveu com ele”, diz a amiga Leonice de Araújo Coimbra, a Léo, que estava com Russo em Nova York, em novembro de 1989, quando o romance começou. Em 1990, ela recebeu o músico em sua casa, em Brasília, que segurava o resultado de um exame. Chorando, abraçou forte a amiga e desabafou: “Sou HIV positivo”. Léo afirma: “Renato tinha certeza que pegou Aids do Scott. Ele foi embora e ninguém soube mais dele”. Russo nunca assumiu a Aids publicamente. Em 1992, perguntado por um jornalista, disse: “Não estou com Aids, que pergunta idiota”.Renato Russo morreu, pesando apenas 45 quilos, em consequência de complicações causadas pela Aidssoropositivo desde 1989), mas jamais revelou publicamente sua doença.Renato Russo do inferno ao céu quando morreu deixou um filho, Giuliano Manfredini, com apenas 7 anos de idade. O corpo de Renato foi cremado e suas cinzas lançadas sobre o jardim do sítio de Roberto Burle Marx. Renato Russo morreu, pesando apenas 45 quilos no dia 11 de outubro de 1996, em consequência de complicações causadas pela Aids (era soropositivo desde 1989), mas jamais revelou publicamente sua doença.[1] Quando morreu deixou um filho, Giuliano Manfredini, com apenas 7 (Sete) anos de idade. O corpo de Renato foi cremado e suas cinzas lançadas sobre o jardim do sítio de Roberto Burle Marx. No dia 22 de outubro de 1996, onze dias após a morte do cantor, Dado e Bonfá, ao lado do empresário Rafael Borges, anunciaram o fim das atividades do grupo. Ao todo, lançaram treze álbuns, somando mais de vinte milhões de discos vendidos. Ainda hoje, é o terceiro maior grupo musical, da gravadora EMI-Odeon, em venda de discos por catálogo, no mundo, com média de duzentas mil cópias por mêsMais de uma década após sua morte, a banda ainda apresenta vendagens expressivas de seus discos. (era

Livros

Durante sua carreira teve quatro livros publicados e, após sua morte, outros quatro livros foram lançados sobre ele, sendo um deles “Conversações com Renato Russo”, que contém trechos de entrevistas mostrando o seu ponto de vista sobre o rock, a bissexualidade (incluindo a sua própria), o mundo, as drogas e a política.

Do ponto de vista da análise técnica, isto é, da crítica literária (acadêmica), foi lançado o livro: “Depois do Fim – vida, amor e morte nas canções da Legião Urbana”, de Angélica Castilho e Erica Schlude (ambas da UERJ). Vale ser citado como bibliografia referencial os livros “O Trovador Solitário” e “BRock – O rock brasileiro nos anos oitenta”, ambos de Arthur Dapieve.

Em junho de 2009, é lançada a biografia “Renato Russo: O filho da Revolução”, do jornalista Carlos Marcelo Carvalho. A obra é contextualizada desde o período de infância de Renato, passando pela sua juventude – com acontecimentos políticos históricos da época forte de opressão da Ditadura Militar como pano de fundo – e culminando com o seu amadurecimento como homem, poeta, artista e músico.

Discografia

Para os discos com Legião Urbana, ver a página consagrada ao grupo.

Álbuns de estúdio

Coletâneas

Videografia

ALGUNS VÍDEOS CLIPES:

RENATO RUSSO – LA FORZA DELLA VITTA


RENATO RUSSO – A VIA LÁCTEA

RENATO RUSSO – PAIS E FILHO


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