Por NINA RAMOS

RIO DE JANEIRO – Uma vez uma pessoa disse que a gente só morre mesmo quando é esquecido. O corpo, ou seja, a matéria, pode até acabar. Mas enquanto tiverem pessoas que se lembrem de nós e para quem ainda façamos alguma diferença, mesmo que de outro plano, estaremos vivos. E fã incondicional tem disso. Fã que é fã tem aquele negócio de não “deixar” o ídolo morrer nunquinha.

Prova é o que não falta por aí. Mas nesta segunda-feira (16) vamos destacar uma em especial. Há 33 anos o mundo perdeu um dos maiores artistas que já passou por aqui: Elvis Presley. E mais vivo que ele, só Michael Jackson, que causou tanta comoção quanto Elvis no dia de sua morte.

A frase “Elvis Não Morreu” virou jargão e caiu na boca do povo. Isso porque seguidores do cantor simplesmente não conseguiram acreditar que tinham perdido – será que perderam mesmo? – o ídolo de forma tão duvidosa. O dia 16 de agosto de 1977 continua confuso, e os acontecimentos em Graceland nunca mais foram explorados.

O que se sabe é que um dia antes de morrer, Presley foi ao dentista tarde da noite. Ele chegou em casa, se distraiu um pouco e foi deitar por volta das quarto horas da manhã. Por volta das 10 horas, o cantor teria levantado para ir ao banheiro e pronto. Uma lacuna se formou a partir deste ponto até 14 horas, quando o corpo foi encontrado por Ginger Alden, namorada de Presley na época.

Muitos afirmam que, assim como Michael Jackson e outras estrelas do showbizz mundial, Presley era viciado em medicamento e sofreu um colapso fulminante associado à disfunção cardíaca. A lenda mais famosa é que o artista queria fugir de tudo e todos e fingiu a própria morte. Presley pode até já ter morrido, para os crentes desta lenda, mas não foi na data de 16 de agosto. Segundo contam por aí, ele estaria vivendo tranquilamente em uma ilha deserta, afastado de tudo e todos.

Mais incrível ainda é a história que diz que o local de refúgio escolhido por Presley foi nossa vizinha Buenos Aires, na Argentina. O boato tomou mais força quando uma foto de um milionário chamado John Smith foi divulgada. Na imagem, o senhor aparece de muletas, com a perna imobilizada, usa óculos escuros grandes e costeletas, como Presley usava – e como diversos homens também, pois era moda na época.

Mentira ou não, fatos sinistros foram relacionados com esta teoria. A grande retirada de dinheiro e jóias de Graceland uma semana antes do óbito é forte evidência. John Burrows era um dos pseudônimos que Presley usava e foi identificado horas depois da divulgação da notícia do falecimento, pois teria comprado uma passagem só de ida para Buenos Aires.

Uma grande amiga de Presley, Miss Foster, como era conhecida, também entra na dança. Ela teria sido avisada pelo próprio sobre seu sumiço dois dias antes de sua morte. Prelsey ligou para Foster avisando do cancelamento de sua turnê e pedindo para que ela não acreditasse nos boatos que viriam por aí, porque ele estaria bem. As autoridades americanas fizeram testes psicológicos na moça e comprovaram que ela falava a verdade. Contudo, eles não tinham prova concreta de que o cantor teria mesmo forjado o fato.

Na internet, inúmeros portais e blogs foram criados com o único propósito de se debater o tema. Se estivesse vivo, Presley estaria com 75 anos. E se queria mesmo fugir do assédio da imprensa, só o que conseguiu foi ganhar cada vez mais espaço e apreciadores de seu trabalho. Se sua morte é lenda, ninguém pode saber. Mas que o cara virou mito, isso virou.

O imobiliário do “Rei do Rock” tem gerado muitos milhões de dólares, a partir de músicas, DVDs, acordos e turismos para a cidade onde Presley morreu, Graceland. No total, o patrimônio do roqueiro depois de sua morte atinge £ 1 bilhão (cerca de R$ 2,69 bilhões).

(MSN Entretenimento)