Uma reportagem impressionante está nas páginas da Istoé desta semana. Aliás, se fosse com Lula e Dilma estava nas manchetes de todos os jornais. O engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, diretor da Dersa paulista e  responsável pela obra do Rodoanel, teria recolhido R$ 4 milhões com as empreiteiras em nome da campanha de José Serra e sumido com o dinheiro. O atual governador paulista , Alberto Goldman, já assumiu demitindo Vieira da Dersa e deixou claro que não foi por atraso em obras. e a insuspeita Veja o envolve com desvios de dinheiro na execução da obra.

Na matéria “Tucano bom de bico”, a revista diz que ninguém pode fazer nada porque o dinheiro era “por fora” e, portanto, “não existe” oficialmente. Leia um trecho:

“Segundo dois dirigentes do primeiro escalão do partido, o engenheiro arrecadou “antes e depois de definidos os candidatos tucanos às sucessões nacional e estadual”. Os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas, o que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores. “Essa arrecadação foi puramente pessoal. Mas só faz isso quem tem poder de interferir em alguma coisa. Poder, infelizmente, ele tinha. Às vezes, os governantes delegam poder para as pessoas erradas”, afirmou à ISTOÉ Evandro Losacco, membro da Executiva do PSDB e tesoureiro-adjunto do partido, na quarta-feira 11.”

Quem delegou poder a Paulo Vieira de Souza foi o governador que o nomeou, José Serra.  E que poder, porque ele arrecadou “por fora” mais que o valor de R$ 3,6 milhões declarados como arrecadação pela campanha de Serra ao TSE.Não tem dossiê nenhum na história, tudo o que saiu foram matérias da grande imprensa. Ou é a central de boatos?

(www.tijolaco.com)