BRASÍLIA (Reuters) – A campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República começou nesta segunda-feira a receber doações por meio da Internet.

Em referência ao número do partido nas urnas, o PT fixou em 13 reais o valor mínimo para as doações online. A sigla também alerta o eleitor de que a transferência não pode ultrapassar 10 por cento de seu rendimento bruto de 2009 (http://www.dilma13.com.br/paginas/doacao/).

Para o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), um dos coordenadores do comitê da ex-ministra da Casa Civil, a iniciativa ajudará a mobilizar mais pessoas em torno da candidatura governista.

“A expectativa é envolver as pessoas para carrear contribuições de militantes e simpatizantes”, disse à Reuters o parlamentar.

Ele acrescentou ainda que, apesar de o financiamento da campanha ainda ser feito principalmente por empresas, a ajuda de pessoas físicas é saudável para o sistema político nacional.

“A democracia se faz através da participação de todos.”

A campanha de Dilma Rousseff, que espera gastar 157 milhões de reais, informou à Justiça Eleitoral que já arrecadou 11,61 milhões de reais e teve despesas de 9,95 milhões de reais. O pleito será em outubro.

Além dos dados do cartão de crédito, o processo de doação eletrônica da campanha petista exige o nome completo do eleitor, o CPF, o endereço e um número de telefone. O comitê de Dilma assegura que as informações do cartão não serão armazenadas pela campanha e a transação será de responsabilidade das operadoras.

A campanha também publicou em seu site um vídeo em que a primeira-dama Marisa Letícia realiza a primeira doação pela Internet e convida os eleitores a fazerem o mesmo.

De sua casa, em São Bernardo do Campo (SP), ela doa 1.013 reais. O vídeo explica os procedimentos e destaca a segurança da transação.

“É fácil, muito fácil”, assinalou a primeira-dama. “Só digitar o nome e tal, põe seu CPF, seu nome e pronto. Já está certo a doação para Dilma”, resumiu.

A candidata Marina Silva (PV) também iniciou a arrecadação pela Internet nesta semana.

(Reportagem de Fernando Exman e Bruno Peres)