São Paulo – O banco Santander pretende extinguir a bandeira do Banco Real entre o final de outubro e o início de novembro de 2010. Os espanhóis compraram o Real em 2007 e estão aos poucos mudando a sua marca. Do total de captura de sinergias previsto (2,4 bilhões de reais), foi captado 1,466 bilhão de reais até o momento, segundo a instituição.

Até junho, a maior parte do processo de integração entre os bancos já havia sido concluída, segundo Fábio Barbosa, presidente do Santander. “As agências do Banco Real já começaram a ganhar uma coloração vermelha dentro, já encaminhando a mudança”, disse o presidente, durante teleconferência para a divulgação de resultados (leia a reportagem sobre a teleconferência).

Barbosa destacou que a extinção completa da marca deve ocorrer após a prova do Grande Prêmio de Fórmula 1 que ocorre em São Paulo – e dá grande visibilidade à marca do Real. “Estamos bastante atentos à relação com o cliente, para causar o mínimo de ruído”, disse o presidente. De acordo com Barbosa, isso é particularmente importante com os clientes de varejo.

Sinergias

A captura de sinergias, com a integração Santander-Banco Real, ficou acima do previsto no período. Ela foi de 1,446 bilhão de reais, enquanto a previsão era de 1,2 bilhão. No total, 2,4 bilhões de reais devem ser capturados até junho de 2011. “Isso não vai sair desse prazo de três anos (desde a compra). Não vai ser superado, será atingido”, disse Barbosa.

A mudança nas agências vai ocorrer de forma “big bang”, como explicou Barbosa. Ao contrário de outras alterações já feitas – até pelo próprio Santander -, dessa vez ao invés de a transição ocorrer primeiro em algumas agências, até chegar lentamente a todas, a idéia é mudar aos poucos todas as agências ao mesmo tempo.

Resultados trimestrais

O Santander apresentou hoje (29/7) seu balanço referente ao segundo trimestre de 2010. O banco registrou lucro líquido de 3,5 bilhões de reais no primeiro semestre de 2010 – uma alta de 44% se comparado ao primeiro semestre de 2009.

O Santander encerrou o período com 11% de participação no sistema brasileiro de crédito, sendo 16,5% se considerado apenas os bancos privados. Barbosa destacou o bom momento da economia brasileira. “Um cenário bastante saudável que a gente vê para o próximo semestre e para 2011”, disse.

O bom momento impulsionou principalmente o crédito a pequenas e médias empresas. Nesse segmento, o crescimento do banco foi de 4,7% – perante uma redução de cerca de 2% no período anterior. “O crescimento do Brasil tem uma característica diferente dessa vez: ele está bem distribuído, está em todos os lugares. Então não crescem só as grandes empresas, mas as pequenas e médias também”, disse. A categoria tem potencial de cerca de 1,5 milhão de clientes no país, segundo Barbosa.

(Portal Exame)

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