No segundo dia da 12ª Conferência Nacional dos Bancários (24/7), durante à tarde, os delegados bancários de todo o país dividiram-se em grupos para discutir os quatro eixos relacionados à Campanha Nacional 2010, que são: emprego, remuneração e previdência, saúde do trabalhador e segurança bancária e sistema financeiro nacional. As reivindicações debatidas nos grupos serão encaminhadas para deliberação final da plenária geral, neste domingo 25, último dia da 12ª Conferência.Saiba mais: Painel defende emprego e fim da discriminação nos bancos

O grupo que abordou o tema emprego aprovou por unanimidade as reivindicações relacionadas à garantia e manutenção do emprego, com a exigência de mais contratações, inclusão de mulheres, negros e pessoas com deficiência no mercado de trabalho e pelo fim dos correspondentes bancários.

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“Foi um debate muito rico. Nós vimos que há uma profunda unidade de ideias entre os bancários quanto ao emprego na categoria. Em todo o país, os trabalhadores querem mais contratações”, afirma Marcello Rodrigues, do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

“A plenária que discutiu emprego focou bastante nas questões relacionadas à precarização. Isso ficou claro quando discutimos a função de correspondente bancário. O governo criou esse cargo para atender as cidades onde não há bancos, mas as empresas desvirtuaram totalmente as atribuições dessa função. A plenária deixou claro que não aceita a precarização do emprego bancário”, afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

O mesmo grupo discutiu ainda o tema igualdade de oportunidades e o fim de todas as discriminações nos bancos. Entre os itens aprovados para inclusão na minuta de reivindicações da categoria está o que pede a criação de cotas de contratação para mulheres, pessoas com deficiência e negros e ainda outro pedindo que os dados pessoais dos trabalhadores sejam mantidos em sigilo. “O debate sobre diversidade está muito forte nos últimos anos. Estamos transversalizando e discutindo questões relativas ao tema em todas as mesas (Emprego, Remuneração e Previdência, Sistema Financeiro e Saúde). Este ano, a exemplo do que aconteceu em 2009, queremos discutir propostas para melhorar a situação de mulheres, pessoas com necessidades especiais e negros na mesa de negociação”, explica William.

O grupo remeteu as questões relacionadas à liberdade sindical diretamente para a plenária geral.

(Contraf/CUT)

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