Nicolau Soares
Rede de Comunicação dos Bancários

As principais reivindicações dos bancários brasileiros, tanto de bancos privados como públicos, são a garantia do emprego, o fim das metas abusivas e o combate ao assédio moral, além do aumento real de salário, principalmente do piso da categoria. Esses são alguns dos principais resultados das consultas que os sindicatos realizaram com os bancários e de uma pesquisa nacional contratada pela Contraf-CUT, cujos resultados finais foram apresentados neste sábado 24, segundo dia da 12ª Conferência Nacional dos Bancários que está sendo realizada no Rio de Janeiro.

Mais de 36 mil bancários responderam às consultas levadas a cabo pelos sindicatos, sob coordenação da Contraf-CUT. Já a pesquisa contratada foi realizada entre 14 e 22 de junho, com 1.203 entrevistas junto a bancários da ativa, distribuídas proporcionalmente no universo das dez principais bases sindicais. Foram ouvidos bancários de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Distrito Federal, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém.

A amostra contempla funcionários de bancos privados (62% do total) e públicos (38%). Em relação ao gênero, 52% dos entrevistados são homens e 48% são mulheres. A margem de erro é de 2,9%.

Em relação à remuneração, o ponto considerado como o mais importante pelos trabalhadores ouvidos foi o aumento real de salário, que recebeu de 75% dos trabalhadores nota máxima em escala de prioridade (de 1 a 10) que o tema deve ter na campanha salarial. O segundo ponto considerado mais importante foi o aumento do piso, que recebeu nota máxima de 65% dos entrevistados.

O índice mais lembrado para o reajuste salarial foi de 10%, citado por 26% dos entrevistados. Além disso, 64% dos bancários reivindicaram índices de reajuste que variam entre 7% e 10%. Índice de 12% ou mais de reajuste foi defendido por 15% da categoria.

Quanto às Cláusulas Sociais, a garantia de emprego recebeu nota máxima de 74% dos trabalhadores, seguida de Plano de Previdência Complementar (64%).

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Preocupação com saúde e condições de trabalho

A pesquisa demonstra a grande preocupação dos bancários com as conseqüências nocivas do atual modelo de negócios empregado pelos bancos. As bandeiras que receberam maior concentração de notas máximas foram a luta contra o assédio moral e as metas abusivas.

Entre as cláusulas de saúde, 79% dos bancários deram nota máxima para a luta contra o assédio moral. A cláusula aparece em empate técnico com a luta contra as metas abusivas.

“As duas cláusulas somadas revelam que 77% dos bancários consideram as metas abusivas e o assédio moral são disparados os dois principais problemas enfrentados pela categoria hoje, seja nos bancos privados seja nos públicos”, afirmou Roberto von der Osten, secretário de de Finanças da Contraf-CUT, que apresentou a pesquisa na conferência. “Isso mostra que a categoria não está preocupada apenas com salário, mas também com a saúde e as condições de trabalho, além da manutenção e ampliação do emprego.”

(Contraf/CUT)

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