Foram 25 votos a favor e 10 contra da mensagem. Servidores contrários à aprovação ficaram revoltados e falaram em manutenção da greve e até em fechamento do Fórum Clóvis Beviláqua. A guarda policial da Assembleia precisou ser acionada para conter os ânimos dos manifestantes

O Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) dos servidores do Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE) acaba de ser aprovado, em votação aberta, no plenário pela Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE). Foram 25 votos a favor e 10 contra a mensagem. A votação dividiu o PSDB: sete deputados votaram a favor e três contra. No PT, também houve racha: dois votos para cada lado.

Servidores contrários à aprovação ficaram revoltados e falaram em manutenção da greve e até em fechamento do Fórum Clóvis Beviláqua. Eles informaram que vão contestar o resultado da votação no Supremo Tribunal Federal (STF). A guarda policial da Assembleia precisou ser acionada para conter os ânimos dos manifestantes.

Nesta quarta-feira, 14, a votação foi adiada pelo segundo dia consecutivo, por falta de quórum parlamentar. O Conselho Nacional de Justiça negou uma liminar requerida pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Ceará (Sinspojuce) para tentar impedir a tramitação do texto no Legislativo.

Com a aprovação do PCCR, 2.522 servidores ativos serão prejudicados, segundo o Sinspojuce. Eles serão rebaixados de nível no novo plano, além de terem de esperar um prazo para poder incorporar algumas gratificações ao salário base. Os cerca de 800 técnicos judiciários passam ao cargo de auxiliar judiciário assumindo, inclusive, funções de zeladoria e serviços gerais.

Há também quem comemore a aprovação do Plano: um grupo formado por 352 servidores ativos que atuam como analistas judiciários, além de cerca de 600 concursados. Os analistas terão aumentos salariais que variam entre R$ 615 e R$ 6,2 mil e não sofrerão redução de status no cargo que exercem.

Deputados que votaram a favor:

Zezinho Albuquerque (PSB), Manoel de Castro (PMDB), Edson Silva (PSB), Guaracy Aguiar (PRB), João Jaime (PSDB), Luiz Pontes (PSDB), José Sarto (PSB), Fernando Hugo (PSDB), Gony Arruda (PSDB), Mauro Filho (PSB), Nelson Martins (PT), Nenen Coelho (PSDB), Perboyre Diógenes (PSL), Roberto Cláudio (PSB), Rômulo Coelho (PSB), Téo Menezes (PSDB), Tomás Figueiredo (PSDB), Welington Landim (PSB), José Teodoro (PSDB), Dedé Teixeira (PT), João Ananias (PCdoB), Lívia Arruda (PMDB), Neto Nunes (PMDB), Gomes Farias (PSDC) e Carlomano Marques (PMDB).

Deputados que votaram contra:

Osmar Baquit (PSDB), Heitor Férrer (PDT), Lula Morais (PCdoB), Moésio Loiola (PSDB), Rachel Marques (PT), Vasques Landim (PR), Ely Aguiar (PSDC), Artur Bruno (PT), Augustinho Moreira (PV) e Júlio César (PSDB).

Deputado que votou em branco:

Ronaldo Martins (PRB).

(O Povo Online)

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