Um dia de Copa do Mundo começa seis anos antes do jogo, quando as cidades se candidatam a ser sede.

Aprovada pelo Comitê Organizador Local, a cidade enfrenta em geral quatro anos de obras e investimentos para deixar sua arena pronta para o Mundial. Durban, por exemplo, gastou R$ 1,1 bilhão em um novo estádio.

Construção de hotéis e reformas de malhas viárias se somam aos custos.

Dentro do orçamento do COL, ainda estão incluídas instalações temporárias, como tendas para imprensa, patrocinadores e VIPs. Entram na conta até banheiros químicos para os visitantes.

Com as obras prontas, uma operação de Copa envolve treinamento de voluntários (15 mil na África do Sul), contratação de segurança (16 mil homens) e mobilização da polícia (44 mil).

Com as instalações prontas, são essas equipes que montam barreiras entre um e dois quilômetros do estádio no dia de cada jogo. Só passa quem tem carro credenciado, pelo menos na teoria. Os torcedores só podem estacionar os carros a essa distância.
O tráfego é pesado perto da barreira, flui depois dela.

Perto do estádio, grades separam dez tipos diferentes de estacionamentos. Mais grades dividem caminhos de torcedores, imprensa e VIPs.

Os ingressos também têm cores diversas: azuis para jornalistas e VIPs, amarelos para torcedores comuns.

Dentro do estádio, novas barreiras, de seguranças e voluntários. A maioria dos campos tem em torno de 200 policiais só para vigiar os fãs. Não há grandes alambrados.

Quem manda no show são os empregados da Fifa, de ternos pretos e funções bordadas no bolso. Dão ordem a voluntários (de verde e amarelo na África do Sul), a seguranças (de preto) e até a policiais (de laranja e amarelo).

Auxiliados por membros do COL, cuidam de detalhes que vão da bandeira escrita Fair Play da Fifa até o refrigerante que será servido ao treinador nas entrevistas. Esse tem que ser virado em determinado ângulo para ser exibido para as câmeras.

Iniciada a partida, são funcionários do COL que controlam o telão e suas mensagens. Mas a Fifa fica de olho nos replays polêmicos.

Ao final do jogo, os policiais dão meia hora aos torcedores antes de retirá-los.

O estádio ainda fica aberto por mais quatro horas para a imprensa. No último jogo na cidade-sede, é possível ver voluntários e funcionários retirando banners publicitários no mesmo dia.

Fim do show. Próxima parada: algum lugar no Brasil.

(Folha Online)

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