O Partido dos Trabalhadores divulgou ontem um manifesto elaborado por cinco centrais sindicais que acusa o candidato tucano José Serra de “mentir” ao divulgar que foi um dos responsáveis pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e pela implementação do seguro-desemprego.

A carta – assinada pelos presidentes da CUT, Força Sindical, CGTB, CTB e Nova Central – é agressiva e afirma que o tucano praticou “impostura e golpe contra os trabalhadores”.

As centrais foram escaladas pela coligação da candidatura de Dilma Rousseff (PT) para dar uma “resposta” a José Serra, que tenta avançar em segmentos desse eleitorado.

Esse grupo de sindicalistas realizou uma conferência nacional no dia 1º de junho no qual firmaram um compromisso de apoio à “continuidade” nas eleições.

O deputado Paulo Pereira (PDT), o Paulinho da Força, é um dos mais contundentes críticos do tucano e afirma sempre que “Serra é inimigo dos trabalhadores”.

As centrais foram reconhecidas pelo governo em 2008 e passaram a receber parte da arrecadação do imposto sindical. O valor repassado neste ano supera R$ 80 milhões.

“O candidato José Serra tem se apresentado como benemérito dos trabalhadores, divulgando inclusive que é o responsável pela criação do FAT e por tirar do papel o seguro-desemprego”, diz o manifesto. “Tanto no Congresso Nacional quanto no governo (de São Paulo), sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores. A mentira tem perna curta e os fatos desmascaram o tucano.”

– A mentira é a marca registrada do PT. Não adianta eles tentarem transferir esse rótulo. Os sindicalistas se acham “donos” dos trabalhadores, mas são contra a livre associação aos sindicatos. Eles mamam do dinheiro público, são sustentados por uma contribuição compulsória. E foi Lula quem turbinou essa turma toda. Se quiserem fazer campanha, precisam ter legitimidade e defender o sindicalismo livre como, aliás, o Lula já defendeu no passado – rebateu o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA).

(O Globo)

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