Para fazer alimentação fora de casa em Fortaleza, o consumidor vai desembolsar, em média, R$ 24,19, este ano. No prato a la carte, o valor será de R$32,17; no comercial, R$12,16; e no executivo e self-service, os gastos chegarão a R$27,63 e R$ 20,91, respectivamente. A conclusão é do Índice Visa Vale de Preço Médio de Refeição 2010, realizado em outubro do ano passado pelo instituto de pesquisa Datafolha, mas que está sendo usado como padrão pela empresa.

O estudo aponta que o valor médio da refeição na Capital cearense (R$24,19) é o segundo mais barato entre as capitais nordestinas pesquisadas, sendo inferior a Salvador (R$24,26) e Natal (R$ 24,40). Recife é a que aparece com o menor valor médio (R$ 21,44).

Entre as metrópoles brasileiras, o maior gasto médio vai ficar em Belém (R$ 27,66), seguido pela Jardim Paulista, no Centro de São Paulo (R$27,16), Florianópolis (R$25,65) e São Cristovão (R$ 23,46), na área central do Rio de Janeiro.

Região Nordeste –  O estudo também mostrou que a região Nordeste tem a segunda menor média no valor da refeição completa do País, custando R$ 22,44.

De acordo com Ângela Nunes, gerente-executiva de Planejamento Estratégico e Projetos Corporativos da CBSS, administradora dos cartões Visa Vale, “a pesquisa demonstrou uma uniformidade nos valores médios das refeições nas principais capitais da região Nordeste, apontando um padrão de venda dos estabelecimentos”.

Metodologia –  Os dados do estudo refletem os gastos de uma refeição completa, composta por prato principal, sobremesa, bebida e café expresso, padrão de consumo de alimentação fora do lar. A pesquisa levantou o valor médio pago pelas refeições em mais de 3.000 estabelecimentos comerciais para orientar as empresas a estabelecerem um valor compatível com o mercado e ter um melhor direcionamento do benefício.

Com o custo adequado à região onde a empresa se localiza, o trabalhador pode optar por uma refeição de qualidade, com todos os componentes necessários para sua apropriada nutrição. Realizado pela CBSS-Visa Vale em parceria com o Instituto de Pesquisa Datafolha em outubro de 2009, o estudo tem como objetivo traçar um panorama real do valor gasto por trabalhadores de todo o Brasil em suas refeições fora do lar.

De acordo com o Dieese, o valor médio para o benefício alimentação (concedido pelas empresas empregadoras) em Fortaleza é de R$ 175,86 – inferior a Natal (R$186,72) e Salvador (R$185,77), mas superior a Recife (R$ 172,29).

Entre as capitais brasileiras, Porto Alegre detém o maior valor (R$237,55) e Aracaju, o menor (R$ 169,13).

ALMOÇAR FORA
No fim do mês, gasto pesa no bolso

Rosana Fortes é depiladora no salão de beleza New Realce, no bairro Meireles. Todos os dias, almoça fora de casa e sente no bolso o peso dos gastos com comida. Mesmo procurando driblar os preços, variando o restaurante que utiliza, desembolsa por dia algo entre R$ 10 e R$ 12.

Neste valor, não estão inclusos sobremesa nem o tradicional suco – hábito particular do fortalezense nas refeições.

Para Rosana, “a alimentação em Fortaleza é muito cara. Quando você soma o que gasta por mês é que se observa o quanto pesa no orçamento”. “Mas, não tenho alternativa, tenho que ir ao restaurante todo o dia, embora tenha consciência que o ideal era mesmo trazer de casa”, explica a depiladora.

Pesquisa de preço

Segundo ela, além de levar em conta a pesquisa dos preços, é importante procurar variar entre diferentes tipos de prato servidos durante a semana.

“Às vezes escolho o self-service, outras opto pelo comercial. Mas, independente de onde vou, como arroz, macarrão, feijão, verdura e algum tipo de carne e pago nessa faixa de R$ 10 a R$12. Se for pedir sobremesa e suco, a refeição vai para R$ 15 a R$ 16”, comenta.

(Portal Verdes Mares)

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