Investigação preliminar do Ministério Público Federal (MPF) referente a venda de sentenças no Poder Judiciário em Mato Grosso, que vem sendo apurada em inquérito aberto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), também detectou a existência de uma segunda atividade criminosa ligada a lavagem de dinheiro, que supostamente envolveria um funcionário do Banco de Brasil, responsável por repassar informações das contas bancárias.

Além disso, o advogado Max Weytzer, apontado como líder do esquema, utilizava contas de terceiros para depósito do dinheiro proveniente das vendas de sentença. Neste segundo plano, envolveria fraudes em processos administrativos, lavagem de dinheiro e envio de dinheiro para o exterior.

Nesta frente de atuação da organização criminosa, estariam envolvidos: Max Weytzer, Silvana de Almeida Aniceto, Enilda de Camargo Romeiro, Heleno César de Moraes, Erivaldo de Carvalho Junior, além de dois homens identificados pelo inquérito da Polícia Federal apenas como Fábio e Araújo.

Os suspeitos teriam como objetivo desenvolver processos administrativos, bem como realizar movimentações fraudulentas de contas bancárias e transferências ilegais de dinheiro do exterior para o Brasil.

Para isso, contavam com a ajuda de Erivaldo de Carvalho Junior, funcionário do Banco do Brasil. Ele seria responsável por prestar auxílio nos trabalhos inerentes à lavagem de dinheiro da quadrilha e também teria verificado o saldo de algumas contas a pedido de Max, acessando o sistema e valendo-se de senhas que não lhe pertenciam.

De acordo com as investigações, Silvana de Almeida Aniceto e um homem identificado como Fábio estariam ligados às movimentações bancárias da organização criminosa, articulando um esquema de contas fraudulentas com informações de instituições bancárias.

Em uma das interceptações telefônicas, o advogado Max Weytzer mantém contato com uma pessoa de nome Santana, não identificada, e combinam sobre um encontro a ser realizado a princípio com um gerente do Banco do Brasil, em Goiânia. O assunto a ser tratado seria sobre uma transferência bancária, cuja efetivação foi frustrada.

No diálogo, Max chega a comentar sobre uma pessoa que teria recuado e não iria mais emprestar a conta para a transferência do dinheiro. Em outra conversa, o advogado conversa com uma pessoa não identificada e comenta sobre um acordo com o “pessoal do Bras” que teria dado errado.

No mesmo dia, a PF detectou uma conversa entre Brás e uma pessoa não identificada em que tratam de um depósito de R$ 5,786 milhões. Durante a ligação, Brás, supostamente companheiro e cúmplice de Max, passa o número de uma conta do Banco do Brasil e o CPF, que estaria no nome de Solange Francelino da Silva, moradora da cidade de São João do Meriti (RJ).

Atualizada às 12h26/ Segunda atualização às 12h43/ Terceira atualização às 13h15

(Olhar Direto)

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