O grupo Itaú-Unibanco recebeu uma multa no valor de R$ 104,78 mil aplicada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça. De acordo com o ministério, tramita na Justiça desde 2003 uma ação contra a instituição, acusada de não ter informado corretamente aos clientes o risco de se aplicar em seus fundos de investimento.

Muitos investidores fizeram aplicações em 2002, atraídos pela promessa de alta rentabilidade garantida. No entanto, nesse ano, o país estava diante de um cenário de incertezas na economia _o que fez com que a marioia dos clientes tivesse mais perdas do que ganhos com o investimento, de acordo com informações do DPDC.

O banco ainda tem dez dias para recorrer da aplicação dessa multa. Eles começarão a ser contados a partir de quando a instituição receber a notificação, pelos Correios. O DPDC informou que o documento já foi enviado.

Procurado pelo G1, o Itaú-Unibanco informou que entende ter agido nos estritos termos da regulamentação vigente e que em nenhum momento lesou os consumidores de seus produtos.

Leia a nota na íntegra:

“Importante contextualizar o momento em que se deram os fatos. Em 2002, os títulos federais que compunham as carteiras de fundos de renda fixa e DI passaram por período de muita oscilação de mercado, o que impactava sua liquidez e seu preço. A autoridade monetária, para proteger os investidores, definiu metodologia para que todos os fundos de investimento marcassem a mercado seus papéis em carteira, permitindo a adaptação dos fundos a essa metodologia até setembro de 2002. Todavia, em decorrência da grande oscilação de mercado à época, a autoridade monetária determinou, em maio de 2002, por meio de nova regulamentação, que a implementação da nova metodologia fosse realizada imediatamente. Essa decisão afetou a remuneração dos fundos, deixando-a abaixo da expectativa dos investidores. O Itaú Unibanco, em linha com sua defesa, entende que agiu nos estritos termos da regulamentação vigente e que em nenhum momento lesou os consumidores de seus produtos. A Justiça, ao julgar casos semelhantes, tem se manifestado reconhecendo a legitimidade dos nossos argumentos e que as instituições financeiras não devem ser responsabilizadas pela aplicação das normas.”

(Portal G1)

Anúncios