O senador Tasso Jereissati aceita a aliança informal com o governador Cid Gomes mas rejeita o lançamento de duas candidaturas ao Senado – Eunício Oliveira e José Pimentel – na coligação de Cid Gomes. Se o Governador aceitar as pressões do PT e da prefeita Luizianne Lins apoiando também a candidatura de Pimentel ao Senado, Tasso anunciou que romperá o acordo eleitoral com o PSB. Nesse caso, o PSDB lançaria candidato próprio ao Governo.

O PSDB do Ceará vive dias de preocupação. O PT intensificou a sua mobilização do partido para convencer o governador Cid Gomes a desistir da aliança que garantiria a reeleição de Tasso Jereissati. Os petistas entendem que com o favoritismo da candidata Dilma Roussef e uma reeleição tranquila de Cid ao Governo, seria fácil eleger os dois senadores do Ceará derrotando até com certa tranquilidade Tasso Jereissati.

Se não bastassem esses problemas com o PT que busca barrar seu acordo com o governador Cid Gomes, o senador Tasso Jereissati vive outras dificuldades. Cinco deputados estaduais e três suplentes que permanentemente têm assumido o mandato na Assembleia cogitam desistir da reeleição. Justificam que sem coligação partidária, o PSDB elegeria no máximo cinco deputados. Para a Câmara Federal, os tucanos têm apenas três candidatos: os deputados Raimundo Matos e Manoel Salviano e o ex-presidente regional do partido, Carlos Matos.

Ciente disso, o senador Tasso Jereissati autorizou ao PSDB a construção de coligações partidárias no Estado. Mas há um empecilho: o Tribunal Superior Eleitoral(TSE) baixou uma norma definindo novas regras para coligações proporcionais. Por isso, o tucanato cearense que apoia Cid Gomes só poderá se coligar com o PSB se houver aliança formal na chapa majoritária. E essa união PSB-PSDB formalmente é vetada pelo PT.

Uma saída buscada pelo PSDB foi um acordo com o PR do ex-governador Lúcio Alcântara. Só que o PR aceita a aliança desde que inclua nela uma chapa de oposição ao governador Cid Gomes. Está aí um impasse. Mas há outros: o PSDB quer se coligar com o DEM para a disputa na Assembleia, mas o DEM rejeita essa junção, pois não conseguiria eleger nenhum deputado estadual. Sozinho elegerá dois ou até três parlamentares. Excluindo o PR e sem aliança no papel com o PSB de Cid Gomes, o PSDB não tem com quem se coligar no Ceará para deputado federal correndo o risco de eleger no máximo um parlamentar.

(Ceará agora)