Para o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT), Léo Mendes, o Ceará tem ganhado posição de destaque na busca por políticas públicas para os homossexuais.

“O Ceará é um caso exemplar para o Brasil no desenvolvimento de políticas públicas no respeito ao GLBT. O programa federal de defesa dos direitos GLBT, por exemplo, é dirigido por uma cearense“, comenta.

A parada gay de Fortaleza – que chega a reunir centenas de milhares de pessoas – é outro exemplo de força do movimento, que celebra a diversidade humana e o respeito ao próximo. De acordo com Mendes, mais de 70% do público que comparece ao evento é formado por heterossexuais e 30% são de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros.

Mas a violência contra homossexuais no Estado também tem chamado a atenção. O presidente da ABGLT avalia que a visibilidade que os casos vem ganhando na mídia provocam a falsa sensação de aumento da segurança e diminuição do número de casos. “Com a consciência crítica dos homossexuais e a parceria com heterossexuais, os atos criminosos ganharam maior visibilidade, mas a violência continua no mesmo nível“, pondera.

A falta de educação e políticas públicas são apontados como os principais fatores que contribuem para o avanço da criminalidade. “As escolas não estão ensinando as crianças a viverem com as diferenças, a diversidade. Falta humanização“, destaca Mendes. (VG)

(o povo)