O prazo final para as operadoras OI, Claro e TIM levarem os serviços da telefonia móvel às últimas 22 cidades cearenses se esgotou dia 30 de abril. Fazendo uma consulta a base de dados dos compromissos de abrangência dos municípios no site da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), é possível constatar que a relação de cidades que deveriam ter recebido o sinal do celular ainda não sofreu atualização alguma.

Vale ressaltar que a Anatel informou, através de sua Assessoria de Imprensa que, pelo edital nº 002/2007, as empresas são beneficiadas “com um prazo de até o primeiro dia útil do décimo mês do corrente ano para informar o cumprimento de suas metas no ano”. Ou seja, na prática, as operadoras tem até 1º de outubro para enviarem documento à Agência informando as cidades que passaram a contar com os seus serviços.

Pelo documento da Agência, os municípios de Alcântaras, Antonia do Norte, Apuiarés, Ararendá, Araripe, Arneiroz, Baixio, Catunda, Choró, Deputado Irapuã Pinheiro, Ererê, General Sampaio, Ibaretama, Ipaporanga, Moraújo, Pacujá, Palmácia, Potengi, Potiretama, Senador Sá, Tarrafas e Tejuçuoca continuam “mudos” para o sinal do celular. As operadoras se manifestaram através de suas Assessorias de Imprensa.

“A OI entregou no dia 3 de maio à Anatel comunicado oficial confirmando o cumprimento das metas relativas ao Compromisso de Abrangência, firmado com a Anatel em 2008”.

“A Claro realizou 100% dos investimentos, todos os terrenos foram contratados e todas as torres construídas. A operadora está aguardando as informações de fornecedores sobre o processo de integração final”.

“A TIM informa que realizou todos os investimentos necessários para o cumprimento das metas de cobertura estabelecidas pela Anatel referentes ao edital de 3G. Foram realizadas obras de infraestrutura, instalados os equipamentos e as antenas e contratados os sistemas de transmissão necessários para a interligação desses equipamentos”, disse a nota.

TELEFONIA MÓVEL
Planos promocionais podem custar mais

Oferecidos pelas operadoras de telefonia móvel como supostas “opções econômicas”, alguns planos promocionais podem representar verdadeiras armadilhas ao consumidor. “A pessoa precisa saber o seu perfil como usuário de celular, se aquele plano realmente atenderá às suas necessidades de uso diário. As empresas acabam sendo pouco informativas do ponto de vista do direito do consumidor. Quem aderir ao plano e se sentir prejudicado por falta das informações adequadas, pode pedir seu cancelamento”, orienta a coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), Maria Inês Dolci.

Várias linhas, uma única conta e minutos compartilhados. Os planos família podem ser uma boa opção para famílias que se comunicam muito via celular. Contudo, é bom comparar vantagens e preços oferecidos para não ter dor de cabeça depois. Com relação a planos que concedem descontos durante uma quantidade de meses pré determinada, a atenção deve ser ainda maior, para que não vire uma tremenda desvantagem ao bolso futuramente. “O cliente precisa olhar como ficará sua conta após o período estipulado do desconto, porque ele pode ter a falsa ideia de uma vantagem inicial. As promoções são válidas, mas deve-se prestar bem atenção ao contrato”, destaca a advogada. Maria Inês também chama atenção para o fato de as operadoras vincularem a venda de aparelhos celulares à planos, o que acaba sendo uma prática abusiva. O desbloqueio do aparelho, sempre que for solicitado pelo consumidor, também deve ser feito. Com relação às mensagens de texto divulgando ações de marketing, sorteios de carro, dentre outros, o consumidor pode pedir à operadora na qual é cliente que não as envie mais.

(Diário do Nordeste)