O governador Cid Gomes debateu, na manhã de ontem, estratégias contra a desertificação no Ceará, em encontro com Antônio Rocha Magalhães, diretor da Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas (ICID) e Luc Gnacadja, secretário executivo da Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) de Combate à Desertificação, na residência oficial do governador.

O que trouxe Luc Gnacadja, natural da República do Benim, país africano com nove milhões de habitantes, a Fortaleza foi a II Conferência da ICID. Ao lado do governador, Gnacadja planeja o encontro e se surpreende com o Ceará, cuja política vem sugerindo mudanças interessantes quando o assunto é desertificação. “Aqui existem coisas acontecendo, soluções sendo colocadas em prática“, disse, ajudado por um tradutor.

Segundo Gnacadja, o lançamento da conferência, em agosto, em Fortaleza, “é uma boa oportunidade para que o mundo conheça como são as terras áridas no Brasil. O mundo conhece muito da Amazônia, mas conhece pouco das regiões secas do País“. Ele também informa que as Nações Unidas decretaram as décadas de 2010 a 2020 para o combate à desertificação.

De acordo com o diretor da ICID, Antônio Rocha Magalhães, é “impressionante o que o Ceará vem fazendo. É o primeiro Estado no Brasil e talvez no mundo que vai ter o seu sistema de bacias totalmente integrado“. Ele garante que o “encontro de agosto tem importância internacional muito grande.

“É talvez o encontro mais importante que vai acontecer neste ano“, adianta. O objetivo da conferência é oferecer sugestões para políticas públicas nos vários países.

Ainda segundo Antônio Rocha Magalhães, o Ceará é um dos estados brasileiros que mais sofrem com o processo de desertificação, mas “é também o Estado que tem desenvolvido algumas experiências interessantes no combate ao problema“.

(O Povo Online)