A Central Única dos Trabalhadores (CUT) promove hoje uma série de manifestações em defesa da redução da jornada de trabalho. Os atos organizados pela central ocorrem em pelo menos 14 estados do país e reivindicam a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de 44 para 40h de trabalho semanais.

Só na região metropolitana de São Paulo, cinco atos fazem parte da programação: dois na capital, dois na região do ABC Paulista e um em Guarulhos. Duas dessas manifestações já foram realizadas.

Segundo a CUT, 7,5 mil trabalhadores participaram de uma assembleia realizada às 5h no pátio da fábrica da Mercedes Benz em São Bernardo do Campo (SP). Mais tarde, às 7h30, 4 mil funcionários de cinco fábricas de Diadema pararam por três horas pedindo a redução da jornada.

Em comunicado, a CUT informa que a votação do projeto sobre redução da jornada é urgente devido ao atual momento político do país. “Após o início do processo eleitoral, em julho, caem as chances de os deputados votarem a PEC”, declarou a entidade.

Estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicam que a redução de quatro horas na jornada semanal poderia gerar 2,5 milhões de empregos formais no país. A CUT aponta ainda que a atual carga horária faz com que trabalhador brasileiro esteja entre os que mais dedicam horas do seu dia ao emprego.

Dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) usados pela CUT informam que o brasileiro gasta 2.212 horas por ano com o trabalho e o transporte profissional. Na Alemanha, o trabalhador dedica 1.428 horas por ano ao seu emprego; na Itália, 1.619; na Espanha, 1.807; e no Japão, 1.809.

(Agência Brasil)