Dois dos mais valorizados jogadores do planeta estão prontos para atender aos desejos dos torcedores de dois países que tem o futebol como questão (quase) essencial.

Desse lado do planeta só se fala em quem foi melhor: Maradona ou Pelé?

Para nós, brasileiros, isso soa como piada; para os argentinos, também.

E no caso dos jogadores de Real Madrid e Barcelona: quem pode ser mais útil? Quem é mais craque? Se tivesse de escolher apenas um, quem você escolheria?

Antes de responder, pondere sobre o aproveitamento de cada um deles até agora. Principalmente, sobre o que cada um representa para a sua seleção.

Kaká iniciou sua carreira na seleção em 2002, no mesmo ano em que foi campeão do mundo, venceu ainda duas Copas das Confederações, e tem 28 anos e muita experiência internacional.

A camisa amarela nunca foi um fardo, joga tanto no clube quanto na seleção. Pode ser decisivo com ou sem a bola. Questionado, Dunga reconheceu que o meia não tem substituto. Mesmo assim, não terá liberdade. Jogador de Dunga não tem esse privilégio.

No time de Maradona é diferente. Messi é o cara. Logo depois que divulgou a lista dos convocados, disse que jogará em função do seu camisa 10. Parece estar repetindo a fórmula que o consagrou em 86: (quase) sozinho e questionado ganhou o mundial do México. Sejamos justos: bons coadjuvantes como Valdano e Burruchaga ajudaram.

Messi não é Maradona, mas todos sabem do seu potencial. Porém há quem duvide de sua capacidade em repetir o futebol do Barça na seleção.

Convocado pela primeira vez em 2005, Lionel disputou o mundial de 2006, marcou um gol contra a Sérvia, e foi pouco aproveitado por Jose Pekerman. Em 2007, perdeu a final da Copa América para o Brasil, deu o troco em 2008, eliminando o time de Dunga nas semifinais da olimpíada de Pequim.

Ao lado de Riquelme, levou os argentinos ao ouro e ajudou o país a ter sua melhor participação olímpica em todos os tempos. Futebol e basquete masculino brilharam na China.

Enquanto todos, inclusive Kaká, terão que marcar, Lionel estará livre para armar.

Trabalhei com Raí durante um bom período na CBN e, certa vez, perguntei quem tinha sido melhor, ele ou o irmão. Raí não pensou: “Sócrates era muito mais habilidoso, mais jogador, mas se tivesse que contratar para o meu time, eu seria o escolhido”

E no caso de Kaká e Messi só existe uma vaga (sem ponderações): Quem você contrataria para jogar na sua seleção?

Apesar de não ser um 10, eu fico com Kaká.

O colaborador da coluna, Raphael Prates, escolhe Messi.

(Por Deva Pascovicci, do vírgula.uol.com.br)