O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o vice-presidente de Crédito do Banco do Brasil, Ricardo Flores, para presidir a Previ, o poderoso fundo de pensão do banco. Flores foi escolhido diretamente por Lula, que avaliou que nomes apresentados antes pelo presidente do BB, Aldemir Bendine, não tinham peso para função.

Como antecipou na semana passada a coluna “Painel”, da Folha, uma sucessão de vetos fez de Flores o mais cotado. Lula rejeitou nomes apresentados por Bendine e o defendido por Rosa.

Flores cuidou da estratégica vice-presidente de Crédito, Controladoria e Riscos Globais do BB durante a crise econômica de 2009. A ação do BB foi considerada, por Lula, fundamental para que as empresas privadas não ficassem sem crédito na crise. A instituição apresentou lucro recorde no último ano.

O atual presidente da Previ, Sérgio Rosa, sai derrotado da disputa. Ele insistiu na indicação de Joílson Rodrigues Ferreira, diretor de Participações da Previ. Mas Lula preferiu um nome da atual direção do BB.
Flores tem longa carreira no BB e possui boas relações com o PT e demais partidos da base de apoio ao governo no Congresso.

A disputa pela Previ virou uma guerra porque se trata do maior fundo de pensão do país. Tem patrimônio de cerca de R$ 150 bilhões, com participações diretas e indiretas em empresas públicas e privadas. A Previ é acionista da Vale e da Brazil Foods, entre outras empresas privadas. É parceira de empresas privadas em projetos de infraestrutura bancados pelo governo.

É comum o Palácio do Planalto pressionar a Previ a se associar a investimentos públicos e privados de seu interesse político. O mandato de Rosa termina no final do mês.

Cabe ao presidente do BB fazer a indicação, mas a decisão é do presidente da República. Há mandato de quatro anos, mas pode haver substituição a qualquer tempo. É preciso que o indicado seja funcionário de carreira. Flores assumirá a função no final deste mês.

(O Globo Online)

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