O Banco do Nordeste sediará a 40ª Reunião Ordinária da Assembleia Geral da Associação Latinoamericana de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (Alide), que acontece nos próximos dias 13 e 14 de maio, a partir das 9h30min em Fortaleza (Av. Pedro Ramalho, 5.700. Passaré). A programação completa está disponível no site www.bnb.gov.br. A palestra de abertura será do presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

O evento reunirá vários representantes de instituições financeiras de países como Argentina, Brasil, Colômbia, Cuba, Chile, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venzuela, e outras nações latinoamericanas. Há também bancos associados de países como Japão, Alemanha, e Rússia, entre outros. Todos eles vão discutir o tema “O Financiamento do desenvolvimento latinoamericano além da crise: Novas áreas de atuação dos bancos de desenvolvimento”.

Na oportunidade, serão examinados a ação dos bancos de desenvolvimento no impulso a novos setores produtivos e modelos de negócios compatíveis com o meio ambiente, o apoio ao processo de descentralização produtiva com inclusão social, e a adequação das instituições financeiras aos novos padrões de regulamentação bancária internacional.

Segundo o presidente da Alide e do Banco do Nordeste, Roberto Smith, os bancos de desenvolvimento souberam enfrentar a recente crise econômica internacional, mobilizando recursos financeiros para mitigar seu impacto nos países da Região. “Eles tiveram um papel muito importante, sobretudo na América Latina, para fazer com que os efeitos da crise fossem minorados. Em função dessa atuação ativa e efetiva durante o processo de crise, o papel dos bancos de desenvolvimento foi revigorado”, afirma Smith. Ele lembra que principalmente o crédito para o pequeno produtor e para o setor agrícola tiveram uma forte função contracíclica, que contribuiu para minorar os efeitos de queda da atividade econômica.

Ele enumera, contudo, uma série de questões que devem ser levadas em consideração neste momento pós-crise. Entre elas estão a forma de relação dos bancos de desenvolvimento com o Estado, a definição dos setores produtivos estratégicos, a forma de financiamento à infraestrutura, os impactos da inovação tecnológica, entre outras. “Estas são questões que transcendem a crise e que se relacionam com a própria função das instituições financeiras de desenvolvimento”, afirma.

Em paralelo às sessões, a programação contará com entrevistas de negócios, que acontecerão mediante encontros bilaterais previamente agendados. Nelas, as instituições financeiras de desenvolvimento, os bancos e instituições de financiamento internacional, juntamente com os organismos de promoção de investimentos, terão a oportunidade de iniciar ou concretizar negócios, investimentos e financiamentos em torno de projetos e atividades de interesse mútuo.

Também serão realizadas reuniões dos Comitês Técnicos da Alide para analisar temas de atual relevância no financiamento e promoção de setores econômicos e sociais, tais como financiamentos agrícola e rural, à Micro, Pequena e Média Empresa, e ao desenvolvimento do turismo, entre outros.

Maior instituição da América Latina voltada para o desenvolvimento regional, o Banco do Nordeste opera como órgão executor de políticas públicas, cabendo-lhe a operacionalização de programas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e a administração do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), principal fonte de recursos operacionalizada pela Empresa.

(Portal Maranhão Hoje)