Já está mais que clara a estratégia da direita – PSDB, Dem e grande mídia – de levar a disputa política para os tribunais. Não é uma estratégia jurídica, é uma estratégia política. Como sabem que não serão cobrados publicamente por seus atos, a aliança demotucana vai entra na Justiça Eleitoral por qualquer coisa, mesmo de má-fé, como foi o caso da ação contra a pesquisa Sensus.  Mentiram deslavadamente e, quando flagrados, disseram que tinham errado apenas por “trocar” os números que apontara como falsos usando uma outra pesquisa qualquer, que não tinha a menor semelhança. Ficou por isso mesmo. Não foram cobrados na Justiça e nem um artiguete de condenação moral saiu contra isso nos grandes jornais.

Assistimos a uma rajada de ações judiciais demotucanas despejadas no TSE e, claro, uma ou outra acaba acertando, porque o Judiciário também não é imune à pressão. Até porque os colunistas e editores dos jornais provocam o Judiciário  com sucessivas manchetes e notas  na base do “desafia o TSE”, só mudando o sujeito da oração: Lula, PT, Dilma…

Hoje foi a vez de Josias de Souza, na Folha, dizer que a presença de Dilma no programa do PT é um desafio ao TSE. Desafio, por que? Existe alguma lei ou decisão judicial que proíba Dilma de aparecer no programa de seu partido? O que vete a presença nele de Lula. Ou dos dois juntos? Onde está escrito isso? O fato de o ministro ter mandado substituir filmes que considerou inadequados à legislação não proíbe nada disso, mas aquilo que ele considerou passível de ser visto como propaganda.

Outro dia postei aqui o programa do PSDB. 85% do tempo foi usado por Serra e Aécio, àquela altura os pré-candidatos tucanos. Foi ao ar uma semana depois do do PT. O PSDB entrou na Justiça. O PT, não. E não entrou na Justiça contra quase nada.

Ora, se o TSE só é provocado pelos demotucanos, se sofre a pressão da mídia, o mínimo que o PT precisa fazer é agir na mesma medida.  Olho por olho, dente por dente.

(Blog Tijolaço, do Brizola Neto)

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