Fortaleza está na 28º colocação no ranking do saneamento entre as maiores cidades brasileiras, com população superior a 300 mil habitantes. O índice de atendimento total de esgoto na Capital é de 46%. Entre os municípios nordestinos, no entanto, Fortaleza ficou em 2º lugar no ranking. A constatação é de uma pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Trata Brasil, organização com sede em São Paulo, que avaliou a situação de 81 municípios entre os anos de 2003 e 2008. O estudo mostrou que nesse período, houve um avanço de 11,7% no atendimento de esgoto nas cidades observadas e de 4,6% no tratamento.

A base de dados consultada para apontar o avanço foi extraída do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgado anualmente pelo Ministério das Cidades, e que reúne informações dos serviços de água e esgoto fornecidas pelas empresas prestadoras dos serviços. De acordo com o Trata Brasil, a série se encerra em 2008, sendo a última e mais atualizada informação oficial que o País dispõe, que foi divulgada pelo Ministério das Cidades, em 29 de Março último.

Pesquisa
O estudo, que revela o que é feito com o esgoto gerado por 72 milhões de brasileiros nas 81 maiores cidades do País com mais de 300 mil habitantes, tomando por base o Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS), entre 2003 e 2008, foi divulgado pelo Instituto Trata Brasil.

O instituto é uma organização da sociedade civil de interesse público que visa coordenar ampla mobilização nacional para que o País possa atingir a universalização do acesso à coleta e ao tratamento de esgoto.

O diretor de operações da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), André Facó, reconhece que Fortaleza não está em berço de ouro quanto à cobertura de esgoto. “Temos muitos desafios até chegarmos à universalização”, disse.

Segundo o diretor da Cagece, a Capital conta com uma cobertura de 52%, porém a universalização do serviço será feita em dez anos. “A cada ano, estão sendo investidos, em média, R$ 100 milhões. A cobertura será ampliada para 67%, até 2012”, garantiu.

Moradores do entorno da Lagoa do Opaia, Vila União, convivem, há quase 20 anos, com a falta de saneamento básico. De acordo com a dona-de-casa Maria José Alves, as casas foram ocupando o local de forma irregular e com esgotamentos clandestinos. “Quando chove, todos sofrem com o mau cheiro”.

Mais informações no www.tratabrasil.org.br

(O Povo Online e  Diário do Nordeste)

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