Do site Carta Maior, hoje:

A porta giratória que une a campanha de Serra às redações da Folha de São Paulo e da revista VEJA moveu-se mais uma vez: Márcio Aith, que, aspas para o jornal na coluna Painel, “vinha trabalhando na Folha como repórter especial” -e pouco antes fora editor-executivo de VEJA– agora passa a trabalhar diretamente na campanha demotucana, como coordenador de imprensa do candidato do conservadorismo brasileiro. Um dos recentes serviços de Aith na forma ‘ reportagem’ foi o factóide sobre a Telebrás. A tentativa era inviabilizar a política de universalização do acesso à web –que será anunciada hoje– criando um vínculo de interesses escusos entre o programa do governo e consultorias prestadas pelo ex-ministro José Dirceu a sócios da estatal . A Advocacia Geral da União desmentiu essa possibilidade ao esclarecer que os 16 mil quilômetros da rede de fibra ótica a serem utilizados no programa, juridicamente já haviam sido retomados pelo Estado brasileiro, embora o sistema Telebrás tenha sido privatizado por FHC, em 1998. Em vão. Em uma das ‘matérias’, Aith dizia que “Dirceu recebe de empresa por trás da Telebrás”. A nova atribuição do jornalista , agora pela frente, esclarece de forma cabal as motivações por trás do seu trabalho anterior.

(Carta Maior apóia Dilma Rousseff e nada tem contra o engajamento de jornalistas e veículos, desde que isso se dê de forma transparente para o discernimento do leitor)

Não conheço o jornalista em questão e não creio que se possa dizer que tenha feito na Folha o trabalho pró-Serra. Mas, se fizer pró-Serra o trabalho que fazia na Folha, preparem-se. Leiam aqui o que diz dele o jornalista Luís Nassif.

(Blog Tijolaço, do Brizola Neto)