São Paulo – Entre 48 cidades da América Latina, São Paulo é a que reúne as melhores condições para atrair investimentos, de acordo com estudo da Universidade do Rosário (Colômbia) e da Empresa de Inteligência de Negócios, do Chile. O estudo considerou os atributos das cidades, o desempenho local e nacional durante 2009 de suas principais variáveis econômicas e o retorno para um investidor que busca localizar suas operações em um novo mercado.

São Paulo lidera o ranking pela “importância do tamanho do seu mercado, por oferecer um clima amigável ao investidor e opções sólidas, respaldadas pelo tamanho de sua bolsa de valores e pela profundidade de seu mercado financeiro, assim como boas expectativas de crescimento econômico em 2010”, de acordo com o estudo. A expectativa de investimentos está diretamente relacionada ao potencial de crescimento do local, de acordo com Carlos Asciutti, sócio da área de transações corporativas da consultoria Ernest & Young. “Onde se espera mais crescimento na América Latina é no Brasil, nesse momento”, disse.

Além do potencial de crescimento da cidade, o primeiro lugar de São Paulo também indica um crescimento diferenciado de renda per capita e capacidade de consumo e a existência de infraestrutura, de acordo com Asciutti. “Porque apesar de criticarmos muito, (o resultado indica que) a cidade tem uma certa infraestrutura, oferece educação, hospitais, transporte público”, afirmou Asciutti.

Em segundo lugar no ranking está a Cidade do México, que se destacou pelo tamanho do seu mercado e pelo seu reconhecimento global, seguida por Santiago do Chile (3º), que teve seu mercado interno e boas condições de vida como propulsor.

Entre as dez primeiras ainda ficaram Rio de Janeiro (4º), Buenos Aires (5º), que assim se posicionaram por sua forte notoriedade em escala global e pelo grande número de multinacionais, respectivamente; Bogotá (6º), que sobressaiu pela acentuada redução nos custos da transação para a criação e localização de empresas; Cidade do Panamá (7º); pela importância de seu mercado financeiro; Monterrey (8º) pelo seu alto poder aquisitivo e cultura corporativa; Lima (9º) pela sua projeção de crescimento econômico em 2010 e Brasília (10º) pelo alto poder aquisitivo de seus habitantes. Dentre as vintes primeiras cidades do ranking predominaram brasileiras (sete) e mexicanas (seis).

As outras cidades brasileiras no ranking foram Curitiba (11º); Belo Horizonte (16º); Salvador (18º); Porto Alegre (19º); Recife (25º) e Fortaleza (26º). Estimativas do estudo indicam que as cidades que mais vão crescer em 2010 são a mexicana Querétano, a brasileira Belo Horizonte e Lima, a capital peruana.

(Portal Exame)

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