Investigado pelo assassinato de um deficiente físico e pela prática de atentados contra vereadores da oposição, e desde ontem considerado pela Polícia Civil de Santa Catarina como fugitivo, o dirigente estadual do PSDB e ex-prefeito de Camboriú Edson Olegário estava bem empregado até o início desta semana: era nada menos do que “executivo de gabinete” do vice-governador e atual governador catarinense, Leonel Pavan, o principal cacique tucano no estado.

Prefeito de Balneário Camboriú no período 2005/2008, Edson Olegário é suspeito de participar de uma série de atentados contra vereadores que integravam uma CPI e também da execução de Eneri Antônio Souza, irmão de um vereador. Segundo a polícia, Eneri, deficiente físico de 59 anos de idade, foi assassinado por engano no lugar do irmão.

Edson Olegário pretendia concorrer à reeleição em 2008, mas a Justiça Eleitoral impugnou a candidatura porque ele não votou e nem justificou a ausência no referendo de 2005 sobre a comercialização de armas de fogo. Três semanas depois de concluído o mandato, Olegário foi transformado em “executivo de gabinete” do então vice-governador Leonel Pavan, também ex-prefeito de Camboriú e igualmente suspeito da prática de diversos crimes.

Olegário continuava no cargo de confiança de Pavan na última sexta-feira, quando a Justiça decretou sua prisão temporária. Exonerado por seu padrinho na segunda-feira, Olegário fugiu. Agora é procurado pela Polícia Civil, que conseguiu do Judiciário um mandado de prisão preventiva.

Ontem, agentes da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) realizaram a reconstituição do assassinato de Eneri Souza com a participação de dois suspeitos que já foram detidos. Um deles é cunhado do ex-prefeito tucano e foi secretário de Obras de seu governo.

(Brasilia Confidencial)

Anúncios