Líderes da oposição criticaram a escolha da revista “Time”, que elegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um dos 25 líderes mais influentes do mundo em 2010. Integrantes do PSDB e DEM afirmaram ainda nesta quinta-feira que o feito não deve ter nenhum reflexo na campanha presidencial de outubro.

Para o deputado Paulo Bornhausen (SC), líder do DEM na Câmara, ou a revista “ficou louca ou ganhou um patrocínio de uma estatal brasileira”. “Ele não fez nada para merecer, deve ter servido como um prêmio de consolação por sua saída, ou será usado para sua candidatura para um cargo na ONU”, disse.

O líder do PSDB, deputado João Almeida (BA), concorda que Lula não merecia ser escolhido. “Ele apenas capitalizou os feitos que o Brasil vem conquistando faz tempo.” O tucano disse ainda que o prêmio da “Time” não deve se reverter em votos para a candidata Dilma Rousseff (PT). “O eleitor não é bobo, sabe que ela não é o Lula. Ela agora está se apresentando inteira e mostrando o desastre que é. Isso não vai mudar”, afirmou.

Mais cedo, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), comemorou a indicação do presidente. O deputado Flávio Dino (PC do B-MA) acha que o prêmio é reflexo de uma política social e de uma política pautada na diplomacia. “É um mérito dele e do Brasil.” Sobre a eleição, Dino disse: “acho que de certa forma o fato pode ser capitalizado pra Dilma, mas isso não vai ser um fator determinante.”

(Folha Online)

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