BELO HORIZONTE – O Banco do Brasil perdeu a exclusividade para fazer empréstimos consignados aos servidores públicos de Minas Gerais. Por orientação do Ministério Público, o Executivo mineiro rompeu contrato com a instituição federal, que havia pago R$ 320 milhões para, entre outros benefícios, ser o único banco autorizado a fazer empréstimos com desconto em folha para cerca de meio milhão de funcionários do estado.

O promotor José Antonio Baêta Cançado de Melo apura possibilidade de crime contra a ordem financeira já que o estado, ao beneficiar o banco, pode ter ferido a livre concorrência. Ele participou das negociações entre representantes das secretarias de Estado da Fazenda e de Planejamento e Gestão e do Banco do Brasil, na sexta-feira, e orientou o Executivo a encerrar o acordo com a instituição.

“Apesar de o Banco do Brasil não deter em Minas Gerais a exclusividade para a prestação do serviço de consignação, como ocorre em outros estados, o governo do estado optou por atender à recomendação do Ministério Público Estadual e fez a revisão do decreto que dispõe sobre os critérios para consignação em folha de pagamento”, afirmou em nota o Executivo.

(O Globo Online)