O diretor do Datafolha, Marcos Paulino, tentou explicar, hoje, ao Terra Magazine, a desproporção regional das entrevistas que vários blogs – e o tijolaco.com – apontaram na pesquisa de março, aquela em que Serra “abriu” vantagem para Dilma.

-”Sempre que nós colhemos as amostras para ter um resultado também por Estado, há aumento no número de entrevistas”, afirmou. “Mas isso não significa que o resultado final não seja ponderado para que represente cada Estado”.

Então a explicação é essa? Falta, então, explicar:

1- Se o Datafolha registrou resultados por Estado, porque não os divulgou? São para consumo interno seu ou para o de alguma candidatura?

2- Porque não resistrou no TSE que estava fazendo uma pesquisa estadual?

3- Ponderação do resultado final? Amostra da amostra? Quando, numa pesquisa, você tem uma pequena discrepância no número de entrevistas, até vá lá, embora não seja o método correto quando você tem todo o tempo que quiser para pesquisar o número de questionários desejado. E a Folha não explicou nem aos leitores, como a Datafolha não registrou no TSE que as amostras regionais sofreriam esta “extrapolação”.

Onde está o Ministério Público Eleitoral? Há uma fraude confessada. A abrangência da pesquisa, segundo o registro no TSE, é nacional, não estadual. Onde estão os dados estaduais, que jamais foram publicados?

Se havia um dupla abrangência – estado ou estados – porque a pesquisa foi registrada no TSE apenas como de abrangência regional? A lei é só uma brincadeirinha?

Este escândalo não vai ter repercussão na mídia. Há um silêncio completo nos grandes jornais.

Depende de nós, da nossa mobilização evitar uma fraude contra o processo de formação de consciência do povo brasileiro.

Vocês acham que a Justiça Eleitoral ia tirar do ar o clipe pró-Serra da Globo. Foi mais fácil ela própria tirar, com a nossa pressão, que algum juiz ver o óbvio e tomar as providências. O PT não vai à Justiça com medo de parecer perdedor. O PSDB, por 1%, disso foi, contra a Sensus.

Estamos diante de um caso confesso de, no mínimo, irregularidades numa pesquisa. Vamos ficar parados?

(Blog Tijolaço, do Brizola Neto)