Por Brizola Neto, do Blog Tijolaço

A única notícia que se tem da verificação mandada fazer pelo PSDB sobre a pesquisa Sensus até agora não produziu coisa alguma sobre eventuais irregularidades. A única notícia que há é a de que o estatístico contratado pelos tucanos  declarou à Folha não haver indícios de fraude.

Em compensação, há uma chuva de informações na internet sobre uma possível mudança na distrubuição geográfica da pesquisa Datafolha, ocorrida na pesquisa de março, a que abriu para nove pontos a diferença de Serra, em relação ao levantamento feito em fevereiro, que indicava quase um empate técnico. A alegação, partida do blog Amigos do Presidente Lula, é de que houve uma brutal mudança na distrubuição geográgica da base amostral, com o número de cidades paulistas pesquisadas passando de 25 para 55 e o de bairros paulistanos passando  de 18 para 71.

Como os documentos do TSE estão em Excel e o meu programa, em casa, está com problemas, não pude conferir, o que farei amanhã. Mas, quem quiser, pode ir analisando: os protocolos são 6617/2010 (março) e 6617/2010 (fevereiro). Teria havido uma superponderação de regiões favoráveis a Serra (o Sudeste teria um número de entrevistas quase 50% superior à ponderação do IBGE, definida como base da amostra) e uma subponderação da área onde Dilma levaria vantagem (número de entrevistas quase 40% inferior à base ponderada, que é a proporção do IBGE). Aqui você acessa o site do TSE e o nome comercial do Datafolha é Banco de Dados de São Paulo SA.

Portanto, abstive-me de comentar o detalhamento da pesquisa para não correr o risco de estar examinando a autenticidade de uma nota de três reais.