São Paulo – O Brasil ficou em sexto lugar no mundo em empreendedorismo em 2009, com 15,3% da população, o equivalente a 18,8 milhões de pessoas, fazendo parte da Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial (TEA) – negócios com menos de 42 meses de existência. A taxa registrada ficou acima da média do país que é de 13%. Em 2008, a TEA ficou em 12%.

Os dados constam da décima edição da pesquisa Global Entreperneuship Monitor – GEM, que mede o nível de empreendedorismo em diversos países, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP). A pesquisa foi divulgada hoje (6), na capital paulista.

De acordo com a pesquisa, as mulheres lideram o empreendedorismo, com uma participação de 53%. O percentual dos homens é de 46%. Quando se fala em empreendedorismo por oportunidade – quando se aproveita uma aptidão pessoal ou se identifica um nicho a ser explorado – as mulheres também lideram, com 53,4%. Entre os homens, o percentual, nesse caso, é de 46,6%.

De maneira geral, o empreendedorismo por oportunidade atingiu a proporção de 1,6 brasileiro para 1 que empreende por necessidade – quando não encontra vaga no mercado de trabalho e monta seu próprio negócio para sobreviver. Em 2009, esse número chegou a 9,4%, reflexo do alto crescimento dos empreendimentos nascentes, que passou de 2,93% em 2008 para 5,78% em 2009.

A pesquisa indicou, ainda, que a população empreendedora está concentrada entre os jovens de 18 a 34 anos, com 52,5%. Do total de empreendedores, 20,8% têm de 18 a 24 anos e 31,7%, entre 25 e 34 anos. Os adultos de 55 a 64 são a menor taxa, com 4,3%.

Segundo o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, o aumento registrado em 2009 mostra que os brasileiros são realmente empreendedores. “Mesmo durante o período de crise econômica, encontraram no empreendedorismo uma forma de conseguir emprego e renda e uma possibilidade de continuar sobrevivendo e sustentando sua família”.

Okamoto enfatizou que os jovens também estão procurando no empreendedorismo sua chance de gerar emprego e renda. “O jovem não espera mais a oportunidade em grandes empresas ou no emprego público”, avaliou. Sobre o aumento das mulheres empreendedoras, ele destacou que significa que as mulheres estão se preparando e estudando mais para fazer empreendedorismo com mais conhecimento e possibilidades de êxito.

O presidente do Sebrae alertou para a importância de se dar atenção para a questão da inovação, já que a pesquisa indicou que apenas 5,4% dos empreendedores iniciais acreditam que seus produtos ou serviços são considerados novos por todos. Outros 11,1% acreditam que oferecem alguma novidade e 83,5% não pensam em disponibilizar algo novo a quem queira comprar. “Não basta abrir o negócio mesmo quando observamos que o mercado está crescendo. É importante para ter competitividade, criar produtos e serviços mais inovadores”.

(Correio Brasiliense)