Um laudo da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal afirma que o publicitário Marcos Valério, considerado o operador do esquema do mensalão denunciado em 2005, deve restituir R$ 37,6 milhões ao Banco do Brasil, relativos a contratos do banco com a agência de publicidade DNA. A informação é do jornal Folha de S.Paulo. O documento da Polícia Federal teria mostrado como improcedente o dinheiro recebido pela DNA Propaganda creditado como bônus de volume, de acordo com a perícia do Instituto Nacional de Criminalística. Esse bônus é pago por veículos de comunicação às agências de publicidade que cumprem metas de faturamento.

A Polícia Federal teria avaliado o pagamento como ilegal devido à ausência de documentos relativos aos processos de aquisição e prestação de serviços. A PF também teria encontrado notas fiscais sem correlação com os fatos. O documento também informa que o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, deveria coibir as irregularidades, pois em 2005 a apropriação indevida de recursos já deveria ter sido relatada. Pizzolato teria recebido R$ 326,7 mil das contas de Marcos Valério, em investigações no caso do mensalão.

(Portal terra)

Anúncios