O número de brasileiros que moram em favelas caiu 16% entre os anos de 2000 e 2010, afirma relatório da UN-Habitat, agência da ONU (Organização das Nações Unidas) para assentamentos humanos. Esse percentual representa uma redução de 10,4 milhões de pessoas vivendo em regiões da cidade sem urbanização.

Com a redução, caiu de 31,5% para 26,4% os habitantes de áreas urbanas carentes. Mesmo assim, ainda há 54,6 milhões de pessoas vivendo em favelas no país. 

De acordo com o relatório há várias razões para essa diminuição ter ocorrido nos últimos dez anos, como “políticas econômicas e sociais que melhoraram a renda dos lares pobres urbanos”, redução da taxa de crescimento populacional, diminuição da migração, urbanização de favelas, regularização fundiária e novas habitações populares.

Apesar do bom desempenho do Brasil, Argentina e Colômbia foram os países latino-americanos mais bem sucedidos ao reduzir em dois quintos sua população favelada.

Apesar dos números, os moradores de favelas aumentaram de 776,7 milhões, em 2000, para cerca de 827,6 milhões em 2010, ou mais 55 milhões de pessoas morando em locais sem urbanização.

Regionalmente, diz o relatório, a África Subsaariana tem a maior população de favelas, com 199,5 milhões de pessoas, ou 61,7% de sua população urbana. Ela é seguida pelo sul da Ásia, com 190,7 milhões (35%), Ásia oriental, com 189,6 milhões (28,2%), América Latina e Caribe, com 110,7 milhões (23,5%), sudeste asiático, com 88,9 milhões (31%), Ásia ocidental, com 35 milhões (24,6%), e norte de África, com 11,8 milhões de pessoas (13,3%).

(Portal R7)

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