O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) pediu a abertura de inquérito policial para apurar a suposta ligação do atacante Adriano, do Flamengo e da seleção brasileira, com um líder do tráfico de drogas no Rio.

A iniciativa da Promotoria vem após a publicação de uma reportagem pelo jornal “O Dia”, segundo a qual uma moto comprada pelo “Imperador” foi registrada no nome da mãe de Paulo Rogério de Souza Paes, conhecido como “Mica” —apontado como um dos chefes do tráfico no Morro da Fé, na zona norte do Rio.

Segundo o promotor Alexandre Murilo Graça, que ordenou a abertura da investigação, os fatos narrados na reportagem são “gravíssimos”.

A reportagem de Última Instância entrou em contato com a assessoria de imprensa do Flamengo, que indicou o telefone do assessor pessoal de Adriano. Entretanto, até o momento as ligações não foram atendidas.

Mais de R$ 30 mil – O promotor de Justiça determinou ainda que Adriano seja interrogado  pela polícia, que também deverá ouvir a mãe do traficante —citada apenas como Marlene— e os funcionários da concessionária onde foi adquirida a motocicleta modelo Hornet, da Honda, avaliada em mais de R$ 30 mil. A idéia da oitiva é esclarecer a forma de pagamento e as circunstâncias da compra.

O MP ainda determinou a expedição de ofício para que o Detran informe os dados cadastrais e histórico da moto, além de informar se Marlene possui habilitação para dirigir motocicletas.

Alexandre Graça determinou ainda a remessa da cópia do pedido ao procurador-Geral de Justiça, Cláudio Lopes; ao chefe de Polícia Civil, Allan Turnowsky; e ao Secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame.

(Ultima Instância)

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