São Paulo ganhou na quinta feira um banco público de sangue de cordão umbilical. A iniciativa foi uma parceria do Hospital Sírio-Libanês com o Ministério da Saúde e a maternidade Amparo Maternal.

Serão beneficiadas as pessoas com doenças hematológicas, genéticas e imunes, que têm indicação para transplante e não encontram doadores compatíveis, nem na família e nem nos registros internacionais de doadores vivos.

De acordo com os médicos, as células do cordão umbilical são imaturas e diminui o risco de regeição nos transplantes. Com a iniciativa a oferta de células-tronco para transplante aumentará.

Segundo a médica Poliana Patah, a maternidade Amparo Maternal foi escolhida porque realiza cerca de 700 partos por mês e pode propiciar mais variedade racial ao banco.

Por se tratar de uma doação voluntária, a preocupação é não interferir  no trabalho ad equipe de obstetrícia que atende a gestante e priorizar sempre o atendimento da mãe e da criança. Cesarianas são feitas em apenas em 15% das gestantes acompanhadas pela maternidade.

Para a doação é feita uma triagem que seleciona as gestantes que não têm histórico de doenças, problemas de saúde e que tiveram um pré-natal tranquilo. EM seguida, equipes do hospital conversam com as gestantes para explicar o funcionamento e os objetivos do trabalho.

Segundo o médico Celso Arrais, da equipe de Onco-Hematologia e Transplante de Medula Óssea do hospital, entre os anos de 1993 e 2009 já foram realizados 400 transplantes usando células-tronco, o que colocou o Brasil em quinto lugar no mundo na realização de transplantes desse tipo.

(Band.com.br)

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