O Produto Interno Bruto (PIB) deverá encerrar este ano mostrando um crescimento de 6%, segundo calcula a equipe de analistas do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, comandada pelo diretor da área, Octávio de Barros. Para ele, esta expansão prevista para a economia ao longo deste ano se dará na esteira de um crescimento robusto do PIB na margem.

Com relação ao crescimento realizado pelo PIB no quarto trimestre do ano passado, de 2% na margem e de 4,3% na leitura interanual, Barros e equipe reforçam que estes resultados se mostram positivos quando comparados ao PIB de diversos países mesmo com a taxa de crescimento do PIB no ano passado tendo fechado negativa em 0,2%.

“Somado a isso, o resultado é forte, sobretudo, quando analisamos sua abertura, que aponta para um consumo doméstico robusto”, dizem os economistas do Bradesco. Pelo lado da oferta, afirmam, houve continuidade do crescimento do setor de serviços, com expansão de 4,6% na comparação interanual e 0,6% na margem com ajuste sazonal.

“Já o setor industrial registrou forte aumento de 4% ante o trimestre anterior, igual variação observada na base de comparação interanual. O setor de agropecuária, por sua vez, ficou estável na margem e recuou 4,6% na comparação com o quarto trimestre de 2008”, lembram os economistas do Bradesco, acrescentando que em 2009 houve expansão de 2,6% do setor de serviços, enquanto que os setores de agropecuária e indústria mostraram quedas em 2009 de 5,2% e 5,5%, respectivamente.

Pela ótica da demanda, segundo os economistas do Bradesco, o destaque ficou com os investimentos pela rubrica Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mostraram elevação de 6,6% na margem. Na comparação com o quarto trimestre de 2008, este componente avançou 3,6%, sendo o primeiro aumento do ano. Somado a isso, destacam os economistas do Bradesco, o consumo das famílias seguiu apresentando desempenho bom ao subir 1,9% no quarto trimestre ante o terceiro trimestre, sendo que em relação ao quarto trimestre de 2008, cresceu 7,7%.

Importante também mencionar a variação dos estoques contribuindo positivamente para o resultado. As exportações, por sua vez, se elevaram 3,6% na margem, enquanto que as importações cresceram 11,4%, na mesma base de comparação. Os gastos do governo, por sua vez, mostraram crescimento de 0,6% no quarto trimestre ante o trimestre anterior.

(Jornal do Comercio)