Para muitos brasileiros o transporte dos bens adquiridos durante anos, se transformou em transtorno e muito prejuízo. Em SP, a polícia já investiga empresas que podem estar dando o “golpe da mudança”.

A família de Robson ainda enfrenta problemas com a mudança contratada no ano passado. A transportadora foi encontrada na internet. “Eles têm um site muito bonito, bem feito é pura enganação, caminhões caríssimos, eles falam que fazem mudanças pra todo o Brasil”, diz Robson Soares de Almeida, marceneiro.

Os móveis que saíram do interior de São Paulo, em outubro do ano passado, deveriam chegar a Minas Gerais, em 15 dias, mas a mudança só foi entregue dois meses depois e ainda assim incompleta. Uma parte nunca saiu de São Paulo.

Os móveis foram encontrados num galpão, na periferia de São Paulo. A equipe do Jornal Hoje foi tentar ouvir um algum representante da empresa. “Eu passei um radio pra ele e ele está em Minas. E ele falou que hoje não vai vir pra cá”, diz uma mulher.

Robson contratou um caminhão para recuperar os bens. Além de ter os móveis danificados, a família já gastou três mil e quatrocentos reais. Nesta sexta (5) nossa equipe ligou para a empresa e pedimos informações para uma mudança igual a da família do Robson.

– “Quanto s dias demora pra fazer esta mudança de Piracaia para Governador Valadares?”
– “No mínimo três dias”.
– “E chega mesmo?”.
– “Chega”.

Em Fortaleza, o mesmo problema. “Amarelou tudo, as cadeiras vieram todas danificadas”, conta.

Eva pagou adiantado para a transportadora mil e oitocentos reais a vista. A mudança foi de São Paulo para Fortaleza. Os móveis chegaram danificados, com 45 dias de atrasos e uma cobrança extra de mil reais.

“Infelizmente nós não tínhamos referências da empresa, a gente contratou pela internet e não tivemos tempo para ir atrás e saber se era uma empresa idônea”, diz Eva Lisboa, dona de casa.

Na hora de contratar uma mudança é muito importante:

– Buscar referências da empresa nos órgãos de defesa do consumidor, na internet e com conhecidos.
– Ter uma lista, assinada pela empresa, com a relação de tudo o que será transportado.
– Ler o contrato e negociar as cláusulas se precisar.

“Se houver qualquer tipo de dano, quebrou uma televisão, rasgou um colchão, oi coisa do gênero, a pessoa, o consumidor pode pedir a empresa a indenização, o ressarcimento de todos os prejuízos. Não apenas o valor do bem, mas todo o tempo também que ela despendeu pra consertar o bem”, diz Anis Kfouri, comissão dos direitos do consumidor da OAB.

Outra sugestão importante é pagar apenas uma parte do valor negociado. A parcela deve ficar para depois da entrega.

(Jornal Floripa)

Anúncios