O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse neste domingo que seria “nefasto” para a América Latina se a direita recuperasse o governo do Brasil nas próximas eleições presidenciais, em outubro.

“Neste ano há eleições no Brasil e temos certeza de que o império americano vai apostar tudo na direita brasileira, para ter desde 1º de janeiro do ano que vem um governo subordinado às ordens americanas. Isso seria nefasto para a união da América do Sul”, disse Chávez em seu programa dominical “Alô Presidente”.

“Não nos intrometemos nos assuntos internos, mas cabe a nós saber o que acontece nos países irmãos da América Latina e do Caribe”, acrescentou o presidente venezuelano.

Chávez advertiu que os setores direitistas do continente, com o amparo e a ajuda dos Estados Unidos, suscitaram uma ofensiva política para recuperar a posição que tiveram antes que surgissem as correntes progressistas que chegaram ao poder em vários países da região.

“A direita imperialista e lacaia se reúne e contra-ataca, continua tentando voltar ao poder”, assinalou Chávez.

O presidente venezuelano, que diz liderar uma “revolução bolivariana” rumo ao “socialismo do século 21”, disse que essa ofensiva tenta “afastar nossos governos uns dos outros para enfraquecê-los, atacar a Unasul, a Alba”. Ele assegurou o mesmo ocorreu em relação “ao golpe de Estado de Honduras e às sete punhaladas no coração da União Sul-Americana, que são as bases estrangeiras na Colômbia”.

Chávez insistiu que “hoje a união é muito mais necessária porque o império e as burguesias lacaias trabalham para impedir a união”.

Ao se referir às eleições brasileiras, o presidente disse que tinha “grande esperança que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que não se subordinou às ordens do império ianque e foi nosso aliado, continue seu curso, continue seu ritmo”.

Chávez afirmou que o governo Lula “é aliado dos povos da América, dos povos progressistas”.

No mês passado, Chávez já dissera que a “direita continental” tentaria impedir a continuidade do governo Lula, referindo-se a obstáculos para a futura candidatura da ministra da Casa Civil.

(Agência EFE)