BUENOS AIRES (Reuters) – O argentino Banco Patagonia reconheceu nesta quarta-feira que mantém diálogo e intercâmbio de informações com o Banco do Brasil, o maior banco da América Latina por ativos.

As ações do Banco Patagonia encerraram a sessão com alta de 3,02 por cento, a 4,09 pesos, apoiadas em versões do mercado de que a instituição brasileira estaria perto de adquirir uma participação de 50 por cento de seu capital.

“A venda do Banco Patagonia ao Banco do Brasil entrou na reta final. O problema a superar é atravessar a queda dos títulos públicos, já que devido a essas circunstâncias, os brasileiros pretendem aplicar uma maior taxa de desconto ao futuro fluxo de negócios”, disse em relatório uma consultoria argentina, que pediu para não ser identificada.

“O preço que se havia estimado para 100 por cento da unidade se aproxima de 1 bilhão de dólares. O banco brasileiro, se concretizar a operação, ficaria finalmente com 50 por cento do branco, enquanto os irmãos Jorge e Ricardo Stuart Milne manteriam 20 por cento das ações”, acrescentou o texto.

O Banco Patagonia, respondendo a um requerimento da Bolsa de Comércio de Buenos Aires, disse que “não resulta de (seu) conhecimento” informar algum fato relevante devido às versões existentes.

Mas acrescentou que “continuam as conversas e intercâmbio de informação com o Banco do Brasil sem que nesta data se tenha chegado a qualquer acordo.”

Em meados de dezembro, o Banco do Brasil disse que estava negociando a compra de uma participação ou uma associação com o Banco Patagonia.

O Banco Patagonia, que em 2004 assumiu os negócios do Lloyds Bank na Argentina, presta serviços principalmente a famílias e a pequenas e médias empresas.

(Reportagem de Jorge Otaola – O Globo Online)