Imagem Ilustrativa

SÃO PAULO – A economia da América Latina continua em recuperação, como aponta o índice de clima econômico (ICE), que aumentou de 5,2 pontos para 5,6 pontos entre outubro do ano passado e janeiro de 2010. O Brasil registrou o maior ICE da região no início deste calendário (7,8 pontos). A pesquisa é realizada pelo Instituto alemão Ifo e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O avanço do ICE latino-americano foi associado principalmente ao movimento do índice da situação atual (ISA), sobre o momento presente da economia. Este indicador subiu de 3,3 pontos para 4 pontos, em uma escala de 1 ponto a 9 pontos. Foi o segundo trimestre seguido de avanço.

A FGV nota, porém que a economia da região ainda não retornou à situação anterior à crise financeira internacional, uma vez que, em julho de 2008, antes da deterioração da crise, o ISA se encontrava em 5,7 pontos.

O índice de clima econômico também é composto pelo índice de expectativas (IE), que passou de 7 para 7,1 pontos entre outubro de 2009 e o primeiro mês deste calendário.

Dentre os países latino-americanos, depois do Brasil, sobressaíram o ICE do Chile (7,4 pontos), Peru (7,3 pontos) e Uruguai (7 pontos). As menores leituras ficaram Bolívia e México, de 4,4 pontos cada um, e Venezuela, com 3 pontos.

O Brasil foi o único país a obter um indicador referente à situação atual superior a 7 pontos, com 7,7 pontos. Já o índice de expectativas atingiu 7,8 pontos. Na metodologia da pesquisa, o patamar de 5 pontos separa o otimismo do pessimismo.

A Venezuela, com 4,4 pontos, é o único país com IE inferior a 5 pontos. No entanto, apesar da pontuação baixa ante os demais países, as expectativas neste país são as mais favoráveis desde abril de 2007, quando foram registrados 4,5 pontos.

É válido notar que o ICE da América Latina supera o ICE Mundial, que saiu de 5,1 em outubro de 2009 para 5,5 pontos na abertura deste calendário. O índice da situação presente no plano mundial ficou em 3,6 pontos, ao passo que o referente às expectativas se situou em 7,4 pontos.

Praticamente em todo o mundo, o otimismo permeia as perspectivas para os próximos seis meses, já que das nove regiões avaliadas na pesquisa de forma desagregada, apenas na África o IE registrou menos de 6 pontos, com 5,9 pontos. Os índices de expectativas mais altos foram registrados na América do Norte (7,9 pontos) e na Ásia (7,6 pontos).

O estudo também distribui os 94 países analisados entre quatro fases hipotéticas do ciclo de negócios – recessão, recuperação, expansão e piora. Em janeiro, 6,4% dos países encontravam-se em recessão, contra a marca de 10,2% de outubro do ano passado. Outros 37,2% estavam em fase de expansão econômica; em outubro, eram 33%.

(O Globo Online)

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