Apostadores de Novo Hamburgo (RS) reivindicam o prêmio que não foi registrado Foto: NH Online/Especial para TerraApostadores de Novo Hamburgo (RS) reivindicam o prêmio que não foi registrado
Foto: NH Online/Especial para Terra

Fabiana Leal
Direto de Porto Alegre

A funcionária da lotérica Esquina da Sorte Diane Samar da Silva, 21 anos, que teria, segundo o proprietário do estabelecimento, José Paulo Abend, esquecido de fazer o bolão do concurso 1.155 da Mega-Sena, sorteado no último sábado, presta depoimento na tarde desta quinta-feira ao delegado Clóvis Nei da Silva, da 2ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo (RS). Ela chegou na delegacia por volta das 14h20, acompanhada de uma advogada. Apostadores registraram ocorrência afirmando ter acertado as seis dezenas premiadas. No entanto, a Caixa Econômica Federal (CEF) divulgou que o concurso não teve vencedor.

Um vídeo do circuito interno de vigilância da lotérica, entregue na quarta-feira pelo dono da casa de apostas à Polícia Civil, mostra a funcionária desesperada à procura de um volante da Mega-Sena. A gravação poderá provar que o não registro do jogo foi por causa de uma falha humana, e não má-fé, segundo o jornal Zero Hora.

Na terça-feira, o advogado do proprietário da lotérica, Marcelo De La Torres Dias, afirmou que o pai da funcionária tinha comprado uma das 40 cotas colocadas à venda.

De acordo com o delegado, o bolão custava R$ 11, tinha 40 cotas e 15 jogos. Os apostadores receberam um papel impresso com os números supostamente apostados pela lotérica Esquina da Sorte, sem cópia xerográfica do comprovante de aposta. Em um desses jogos, constavam os números premiados (20 – 28 – 40 – 41 – 51 – 58).

Na noite da última segunda-feira, a Caixa informou que suspendeu o sistema de apostas na lotérica. Na tarde de quarta-feira, o delegado ouviu, por cerca de 2 horas, o proprietário da lotérica.

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