Araçatuba – Uma família acusa dois médicos do hospital municipal de Ivinhema (MS) de brigar durante o parto de uma criança, que acabou nascendo morta.

A mãe do bebê, Gislaine de Matos Rodrigues, foi internada no domingo (21) pelo médico com quem fez o pré-natal. Ela conta que pediu que o médico fizesse o parto, previsto para segunda-feira (22). O médico informou que, apesar de não ser seu plantão, diante do pedido da mãe, poderia realizar o parto.

O médico solicitado foi chamado quando a paciente entrou em trabalho de parto, na noite de segunda-feira. Quando médico e paciente estavam no centro cirúrgico, já na madrugada de terça (23), outro médico invadiu o local e disse que não aceitaria que outra pessoa realizasse o procedimento, já que se tratava de seu plantão.

De acordo com a família, os dois começaram a discutir e chegaram a se agredir fisicamente. A mãe contou que pedia para que eles parassem, pois o bebê estava nascendo, mas os médicos continuavam brigando. Eles foram retirados da sala por seguranças do hospital.

Um terceiro médico foi chamado para terminar de fazer o parto. A mãe foi levada para outra sala do hospital, mas a criança já havia morrido. O atestado de óbito informa que o bebê morreu de asfixia. O corpo da criança foi levado para Nova Andradina, onde seria submetido a uma autopsia.

Em nota, a Prefeitura de Ivinhema informou que os dois médicos foram dispensados do trabalho. Foi instaurada uma auditoria médica do Sistema Único de Saúde para investigar o caso. O Conselho Regional de Medicina do Estado também foi comunicado sobre o caso.

O município garante que vai prestar todo o apoio à família e que uma psicóloga fará o acompanhamento permanente da mãe da criança.

A Polícia Civil de Ivinhema vai investigar a responsabilidade dos médicos no caso.

O assessor jurídico do Conselho Regional de Medicina, André Borges, informou que também determinou a instauração de uma sindicância disciplinar no órgão para apurar o caso. Segundo Borges, os médicos podem receber desde uma simples advertência até ter o registro profissional suspenso.

(folhadaregiao.com.br)