Todos os anos, 300 mil a 400 mil trabalhadores perdem o abono do PIS, equivalente a um salário mínimo, R$ 510. Este ano, o número dos que deixaram de sacar está bem maior, quase 10%, ou aproximadamente 1,4 milhão de trabalhadores. Em números também aproximados, são R$ 700 milhões, que devem ser  retirados até 30 de junho ou voltam para a conta do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

A última contagem oficial indicava que São Paulo, que tem o maior número de trabalhadores com direito ao abono, era também o de mais baixo comparecimento percentual, 12% ainda não haviam sacado o abono, ante 9,79% da média nacional. No Estado, cerca de 400 mil trabalhadores ainda não fizeram o saque. O Ceará é o recordista de saques: cerca de 95% já retiraram o dinheiro.

Tem direito ao abono o trabalhador cadastrado no PIS ou Pasep até 2004, que trabalhou pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, em 2008 com carteira assinada por empresa e recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais.

Retirar o dinheiro é fácil. Os R$ 510 podem ser sacados até em casas lotéricas com o cartão cidadão (com senha já cadastrada em agência da Caixa). Quem não tem o cartão pode solicitar gratuitamente pelo telefone 0800 726-0101 ou em qualquer agência da Caixa. Outros locais para saque, além da agências do banco, são as máquinas de autoatendimento e correspondentes Caixa Aqui.

As lotéricas, por sinal, têm sido o local preferido de quem já sacou o PIS (32,28%). O crédito em conta corrente vem em segunda lugar (30,46%), seguido do autoatendimento (15,48%) e crédito feito diretamente pelas empresas na conta do empregado (12,41%.

(Diário Net)

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