As micro e pequenas empresas, menos atingidas pelos efeitos da crise econômica mundial, foram responsáveis pelo saldo positivo de geração de empregos formais do país em 2009. Enquanto esse setor da economia encerrou o ano com 1,023 milhão de novas vagas, as médias e grandes empresas chegaram ao fim de 2009 com 28.279 postos a menos.

A constatação faz parte de uma análise realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na semana passada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O levantamento apontou que foram criados, ao todo, no país, 995.110 novos postos de trabalho.

Segundo a gerente de estudos e pesquisas do Sebrae, Raíssa Rossiter, essa contribuição reflete o crescente papel econômico e social que os negócios de menor porte vêm assumindo ao longo da última década. As micro e pequenas empresas vêm contribuindo cada vez mais com a geração de emprego e renda no país, mas no ano passado, pela primeira vez, foram as responsáveis pelo saldo positivo.

– Elas compensaram as perdas verificadas entre as grandes companhias, que por dependerem mais da demanda do mercado global foram diretamente afetadas pela crise – disse Raíssa.

A gerente do Sebrae acredita que esse movimento foi impulsionado por medidas adotadas pelo governo nos últimos anos, que permitiram a ampliação do poder de compra da população. Entre elas, estão o aumento do salário mínimo, a expansão do crédito e a implementação de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

Como a base das micro e pequenas empresas é exatamente o mercado interno, elas são beneficiadas e promovem um fenômeno consistente e sustentável de geração de emprego, acrescentou.

(Agência Brasil)

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