Banco do Brasil e Itaú Unibanco vêm mostrando interesse em fortalecer suas presenças no exterior. Os ingleses Royal Bank of Scotland e Lloyds, entre outros, já foram apontados como possíveis alvos, seja para troca de participações ou de aquisição de operações específicas.

Na opinião de Luis Miguel Santacreu, analista de bancos da Austin Asis, no Brasil, a internacionalização é mais coerente com as estratégias do Banco do Brasil e do Unibanco, uma vez que Bradesco “vem mostrando um discurso muito consistente de se manter aqui”, enquanto a Caixa Econômica Federal está mais focada em “se solidificar no mercado interno e buscar parcerias”, sendo a compra do banco Panamericano um exemplo dessa tática.

O Banco do Brasil (BB) quer priorizar locais onde há brasileiros e em que o fluxo comercial com o mercado local esteja crescendo, disse em dezembro do ano passado a própria instituição, quando surgiram os rumores de que estaria negociando a compra do Banco Patagônia, da Argentina.

“A estratégia do BB está mais voltada aos Estados Unidos, América Latina e Ásia, e se acontecer uma operação na Europa, acredito que será por uma oportunidade inesperada,“ diz Laura Lyra Schuch, analista de bancos da Ativa Corretora.

América Latina

O Itaú Unibanco tem presença forte na América Latina – está na Argentina, no Chile, no Paraguai e no Uruguai, e deverá buscar se fortalecer também em outras regiões. “Muito provavelmente fará um movimento para a Europa”, diz Celso Grisi, professor da Universidade de São Paulo (USP) e presidente do instituto de pesquisa de mercado Fractal.

Os analistas ressaltam que qualquer compra na Europa e nos EUA deverá passar por análises muito criteriosas, uma vez que diversas instituições foram bastante penalizadas pela crise e estão enfraquecidas. “Os bancos devem aproveitar o momento, mas depois de análises muito criteriosas dos ativos”, afirma Laura.

“Muitos bancos foram estatizados e agora os governos querem vender. É preciso analisar o que é bom e o que é ruim e ver o que uma aquisição vai agregar em sinergia”, afirma Santacreu.

(Ultimo Segund0)

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