BRASÍLIA – A Caixa Econômica Federal divulgou na segunda-feira, 11, nota oficial informando que “vem prestando todos os esclarecimentos demandados” pelo Ministério Público Federal envolvendo a relação da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) com o grupo Paulo Octávio nos anos 90 e que é objeto de cinco ações cíveis, no montante de R$ 27 milhões, ajuizadas na justiça federal pelo procurador da República Carlos Henrique Martins Lima. O dono do grupo, Paulo Octávio (DEM), é o vice-governador do Distrito Federal.

As ações têm como réus as empresas Paulo Octávio Investimentos Imobiliários e Principal Empreendimentos Imobiliários e Construções, responsáveis pela construção do Brasília Shopping, um dos principais centros comerciais da cidade, na Asa Norte da Capital da República.

Também foram incluídos nos processos dois ex-diretores do Funcef na época da construção do shopping: Sergio Nunes da Silva (Administração, de outubro de 1993 a novembro de 1996) e José Carlos Barbosa de Moraes (Imobiliário, de novembro de 1996 a janeiro de 1999). O shopping foi inaugurado em 1997 e, se acordo com as ações, diversas irregularidades foram constatadas nos pagamentos feitos pelo Fundo à construtora de Paulo Octávio.

Por sua vez, a Funcef também em nota oficial, disse que seus negócios com a empresa Paulo Octávio Investimentos Imobiliários Ltda ocorreram no período 1997 a 1999 e “compreenderam parcerias para a edificação de um Shopping Center associado a prédio comercial e a um hotel de categoria superior, a saber, Brasília Shopping e Alvorada Hotel”.

A Funcef esclarece ainda que um terceiro negócio – uma parceria para desenvolvimento de empreendimento imobiliário residencial na Asa Norte SQN 311, (em Brasília), por meio de fundo imobiliário, também foi desenvolvido e está em processo de liquidação junto aos órgãos competentes, com a dissolução da sociedade.

“A atual diretoria da Fundação acrescenta que desde 2003, quando assumimos a direção desta Fundação, não houve mais negócios com o referido grupo empresarial”.

Ainda segundo a nota da Funcef, “todas as solicitações de informações feitas no bojo das investigações sobre as operações realizadas no passado por órgãos de controle e fiscalização têm sido prontamente atendidas e a Funcef já se colocou à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos julgados necessários”.

As ações foram ajuizadas em dezembro do ano passado em quatro varas da Justiça Federal de Brasília: 20ª, 9ª (duas), 7ª e 8ª. Elas tratam de pagamento de obras anteriores ao contrato, reajuste do metro cúbico de concreto, taxa de administração, pagamento antecipado pelo término da obra e diferença de aportes (recursos) feitos à construtora.

(Agência Estado)

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