Os políticos brasileiros terão um ano movimentado em 2010 em função das eleições do dia 3 de outubro. A disputa envolverá os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal e deputado estadual. Para o Senado Federal cada unidade da federação terá que eleger dois representantes.

A contagem regressiva para o pleito começou em 3 de outubro de 2009, um ano antes do pleito, com o término do prazo para os pretensos candidatos se filiarem aos partidos políticos. Algumas normas para as eleições deste ano já foram fixadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma delas é o calendário eleitoral que proíbe, a partir do dia 1º de janeiro, a divulgação de pesquisas de opinião sobre as eleições e candidatos, sem registro na Justiça Eleitoral.

No Estado do Ceará, o cenário político para a disputa vindoura apresenta algumas alterações em relação a 2006. Pela 1ª vez em sua história, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) vai disputar o governo estadual sem o governador. O quadro de alianças políticas ainda não está configurado e as negociações deverão se processar até junho, quando terão de ser realizadas as convenções para escolha dos candidatos e homologação das coligações.

Nas eleições de 2006, quando também foram disputados os cargos de governador, uma vaga para senador, 22 para deputado federal e 46 para deputado estadual, participaram da campanha 29 partidos políticos, sendo que apenas um não apresentou candidatos. Trata-se do Partido Republicano Brasileiro (PRB) que integrou a coligação para governador, mas não disputou nenhum cargo.

Registro –  Alguns dos partidos que existiam em 2006 saíram da lista de agremiações com registro no TSE porque se fundiram ou trocaram de nome. O Partido da Frente Liberal (PFL), por exemplo, agora é Democratas (DEM). O Partido dos Aposentados da Nação (PAN) foi incorporado pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e, o Partido Liberal (PL) com o Partido da Reedificação da Ordem Nacional (Prona) se fundiram para dar origem ao Partido da República (PR).

Atualmente 27 partidos políticos têm registro no Tribunal Superior Eleitoral e, no Ceará, apenas o Partido da Causa Operária (PCO) não tem uma estrutura formal de diretórios ou comissões provisórias.

Na disputa anterior pelo Governo do Estado, Cid Gomes foi eleito com o apoio de uma coligação composta por nove partidos políticos: PSB/PT/PCdoB/PMDB/PRB/PP/PHS/PMN/PV.

O maior adversário dele foi o então governador Lúcio Alcân-tara (PSDB), que teve apoio dos partidos: PTB/PTN/PSC/PPS/PFL/PAN/PTC/PSDB. Depois daquela eleição, Lúcio se filiou ao PR por divergências com a direção tucana. Agora, ele pretende disputar uma vaga de deputado federal.

Na disputa pelo Senado em 2006, havia apenas uma vaga para preenchimento. Ela foi disputada por seis candidatos. O vitorioso foi Inácio Arruda do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), eleito pela mesma união de partidos que conseguiu eleger Cid Gomes ao Governo do Estado.

Os adversários de Inácio na corrida eleitoral foram Moroni Bing Torgan (PFL), Nair Fernandes (PDT), Raimundão (PSTU), Tarcísio Leitão (PCB) e Fernandes Filho (PSDC).

As 22 cadeiras de deputado federal reservadas ao Ceará na Câmara dos Deputados foi disputada por 184 candidatos de 28 partidos. Para as eleições deste ano não há alteração no número de vagas.

Chapas – A quantidade de candidatos somente será conhecida em julho, após a apresentação dos pedidos de registro. Em chapa própria, cada partido pode indicar até 33 candidatos. No caso de coligação, poderá ter até 44 candidatos, independente da quantidade de legendas.

Em 2006 apenas três agremiações apresentaram chapa própria para deputado federal, sendo elas o PRP, o PSDC e o PCO. As outras legendas se agregaram em seis coligações, sendo elas: PSB/PT/PMDB/PP; PTB/PTN/PSC/PPS/PFL/PAN/PTC/PSDB; PHS/PMN/PV/PCdoB; PDT/PL/PRTB/PTdoB; PSTU/PCB/PSOL; e PSL/Prona.

Nenhum dos três partidos que apresentaram chapa própria para deputado federal (PRP, PSDC e PCO) atingiu o quociente eleitoral, acontecendo o mesmo com as coligações do PSL com o Prona e do PSTU com o PCB e o PSOL.

O candidato mais votado para deputado federal foi Ciro Ferreira Gomes (PSB) com 667.830 sufrágios e a menor votação foi para Durval Thomaz de Souza (PTdoB) que obteve apenas 20 votos.

Para as eleições deste ano o quadro de candidatos, embora não esteja definido, já apresenta um diferencial. Os dois candidatos mais votados Ciro Gomes (PSB) e Eunício Oliveira (PMDB), considerados como puxadores de votos, não participarão das eleições proporcionais. Ciro Gomes transferiu o domicílio eleitoral para São Paulo e Eunício Oliveira deve concorrer a uma das vagas ao Senado.

Assembleia – Para o Legislativo Estadual, em 2006, 613 pessoas pediram registro à Justiça Eleitoral para concorrer às 46 vagas existentes. Para este ano, o número de vagas permanece o mesmo. Na última disputa, quatro partidos apresentaram chapa própria (PHS, PSDC, PRP e o PCO). Os demais se acomodaram em oito coligações.

Não atingiram o quociente eleitoral para eleger nenhum dos seus representantes, as coligações formadas pelo PPS com o PTB e o PTC; e do PSTU com o PCB e o PSOL. Das chapas próprias, o PRP e o PCO não atingiram o quociente eleitoral.

O candidato mais votado para deputado estadual em 2006 foi Marcos Cals do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) com 104.350 votos.

Ao todo, participaram da eleição de 2006 no Ceará, 827 candidatos, sendo seis para governador, seis para vice-governador, seis para senador, 184 para deputado federal e 613 para deputado estadual.

(Diário do Nordeste)