O Judiciário do Estado do Ceará já está ofertando vagas para ex-detentos no Portal de Oportunidades do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sistema disponível no site www.cnj.jus.br que busca incentivar a ressocialização de presos e egressos do sistema carcerário. Ao todo, 198 vagas de emprego e 1.204 vagas em cursos de capacitação estão sendo ofertadas em diferentes estados brasileiros, por meio do Portal.

O Estado do Ceará oferece 39 vagas para egressos, sendo três para o Tribunal de Justiça, dez para a Justiça Federal, uma para o Tribunal Regional Eleitoral, cinco para o Tribunal Regional do Trabalho, dez para a empresa Metal Mecânica Maia e outras dez para o Sindicarnes. Entre essas vagas do Ceará, algumas ainda serão cadastradas no Portal.

O objetivo do sistema é intensificar ações e parcerias para oferecer oportunidades a pessoas que passaram pelo sistema carcerário.  A iniciativa faz parte da segunda etapa do projeto “Começar de Novo” do CNJ e visa a reintegração social de ex-detentos através dessas oportunidades. A maior parte das vagas ofertadas pelo Portal é para auxiliar de administração, auxiliar de serviços gerais e mecânico. As oportunidades de emprego abrangem funções como vendedor de jornal, serralheiro, soldador e office-boy.

De acordo com a coordenadora do projeto no Ceará, Maria das Graças Almeida de Quental, o Portal funciona como uma ferramenta rápida e fácil, já que é feita pela internet. Ela ressalta, ainda, a importância dos empresários cadastrarem suas empresas no sistema. “O mais importante é que as empresas, ao aderirem ao Portal, estão dando uma oportunidade de alguém se reerguer socialmente. O empresário pode funcionar como uma ferramenta de transformação social”.

SERVIÇO  – Para incluir novas vagas no sistema, as empresas, órgãos públicos e entidades podem fazer o cadastro entrando no banner do projeto “Começar de Novo”, disponível no site www.cnj.jus.br, e acessar o sistema do programa. Antes de fazer o cadastro, é obrigatório informar o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).”

(Site do CNJ)

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