Demorou, mas uma injustiça foi finalmente corrigida. Um exame de DNA levou à libertação, na quinta-feira, do americano James Bain, 54 anos, preso há 35 nos Estados Unidos. Ele se transformou no prisioneiro que passou mais tempo na cadeia antes de ter sua inocência comprovada por exames desse tipo.

Bain foi condenado à prisão perpétua em 1974, aos 19 anos, pelo sequestro e abuso sexual de um menino de nove anos em Lake Wales, na Flórida. Na época, Bain alegou inocência e disse que no dia do crime estava assistindo à TV com sua irmã.

Desde 2001, Bain já havia solicitado quatro vezes que fossem feitos testes de DNA, mas sempre teve seus pedidos negados. A organização Innocence Project assumiu seu caso e conseguiu que fossem realizados exames nas provas encontradas na cena do crime. Os resultados, divulgados na semana passada, confirmaram que o americano era inocente. Ao ser libertado, Bain usou um telefone celular pela primeira vez na vida e telefonou para a mãe para contar que estava livre. Ele deixou o tribunal vestindo uma camiseta preta com a inscrição “not guilty” (em português, “inocente”).

De acordo com o Innocence Project, exames de DNA provaram a inocência de 245 presos que já haviam sido condenados nos EUA. Depois de Bain, o inocente que passou mais tempo atrás das grades foi James Lee Woodard, libertado no ano passado. Ele ficou 27 anos encarcerado por um assassinato que não cometeu.

(Zero Hora)