SÃO PAULO – “A convergência é um fato no mercado de telefonia, e todas as operadoras devem ter estrutura fixa e móvel”, vaticina Luca Luciani, presidente da TIM Participações, que consolidou ontem a compra da Intelig numa negociação que se arrastou ao longo do ano. Com a compra, que deve gerar uma sinergia de R$ 250 milhões ao ano, a operadora dobrou seu mercado de atuação para um universo de mais de R$ 100 bilhões, o que envolve telefonia móvel, fixa e triple play. A TIM investiu R$ 517 milhões na compra.

“A rede para dados foi o principal motivo do negócio”, disse o presidente da operadora. A exemplo do grupo francês Vivendi, que encampou batalha contra a Telefônica pela rede da GVT, a TIM negocia desde abril deste ano com os antigos controladores da Intelig a respeito da dívida da operadora a ser incluída no negócio. A TIM herda, por fim, R$ 70 milhões em débitos da JVCO Participações.

Com investimentos anunciados de R$ 7 bilhões nos próximos três anos, a TIM deve fortalecer sua participação no mercado de 3G com a incorporação da rede de transporte de 14,5 mil quilômetros de fibra ótica. Segundo Luciani, isso reflete numa redução drástica de custos para a empresa e para os clientes já a partir de março de 2010, quando a integração entre as empresas deve estar concluída.

“Os gastos com aluguel de redes de outras operadoras chegariam a R$ 1,3 bilhão”, afirma Luciani. O executivo espera que haja economia de R$ 400 milhões anuais, uma vez que a rede da Intelig deve suprir essa demanda. “Além disso, vamos oferecer grandes pacotes de ligações fixas e móveis, com internet e televisão por assinatura”, conclui. A principal mudança de paradigma proposta pela operadora é passar a cobrar por ligação, não mais por minutos, como é feito hoje.

Concorrência –  A concorrência da Claro (controlada pela América Móvil) no mercado de telefonia móvel deve arrefecer um pouco o entusiasmo da TIM em 2010. João Cox, presidente da empresa, afirmou ontem que o foco da operadora no País será inovação. “No ano que vem a Claro vai anunciar uma novidade por mês”, afirmou o executivo.

A primeira das novidades, que deve entrar em vigor no início de janeiro, é o novo modelo de call center que, segundo Luiz Carlos Ferreira, diretor de Clientes da operadora, deve acabar com as chamadas interrompidas subitamente. “Quando a ligação cai, o cliente tende a pensar que foi o operador que desligou”, afirma Ferreira. “Se a chamada cair, o mesmo atendente ligará de volta ao cliente em até 10 segundos.”

Segundo Cox, a operadora está investindo na ampliação da rede de distribuição em todas as regiões metropolitanas do País.

Luca Luciani, presidente da TIM, que consolidou ontem a compra da Intelig, comemora sinergia de R$ 250 milhões. Já João Cox, presidente da Claro, põe o foco em inovação.

(Dci.com.br)

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